06/02/2026
@»exquisito notícias»Indústria automotiva chinesa se torna “seguimento cego de tendências”

Indústria automotiva chinesa se torna “seguimento cego de tendências”

noticias

A nova geração de carros elétricos na China tem enfrentado um grande desafio: a uniformidade dos designs. Modelos de diversas marcas estão apresentando características muito semelhantes, como lanternas em faixa, sensores de teto e maçanetas embutidas. Por dentro, a situação é ainda mais evidente, com painéis pequenos, telas centrais grandes e volantes achatados, criando uma situação de confusão entre os consumidores.

Chen Zheng, vice-presidente de design da Geely, apontou que essa falta de originalidade e a tendência ao “seguimento cego de tendências” prejudica a individualidade das marcas. Esse fenômeno torna difícil para os consumidores diferenciarem um modelo do outro. Lu Fang, CEO da Voyah, reforçou essa visão, afirmando que essa homogeneização é um sinal da falta de inovação real no setor automotivo.

Recentemente, o lançamento do Dongfeng Forthing Xinghai S7 gerou polêmica. O diretor de design da IM Motors acusou o modelo de plágio, dada a sua semelhança com o IM L7, sinalizando conflitos dentro do mesmo grupo, já que a Dongfeng controla a Voyah.

Esse cenário de imitação é impulsionado pela padronização técnica, onde os fornecedores fornecem os mesmos componentes para diferentes marcas. Isso resulta em um mercado saturado de veículos que prometem tecnologias semelhantes, mas carecem de identidade e inovação. A adoção do sistema de condução autônoma Qiankun ADS, desenvolvido pela Huawei, exemplifica essa uniformização, sendo adotado até por marcas ocidentais como Audi.

Apesar de muitos desses veículos possuírem fichas técnicas robustas, eles costumam ser meras variações de um projeto básico. A busca por lucro rápido e a dificuldade de proteger a propriedade intelectual agravam o problema. A prova de plágio no design automotivo é muitas vezes difícil na China, levando muitos processos a serem arquivados ou resultarem em acordos, o que acaba incentivando práticas questionáveis.

Na ausência de regulamentação efetiva, surge um ambiente onde inovações superficiais prevalecem, à medida que a criatividade é substituída pela conveniência. Os consumidores se veem diante de uma variedade de carros com aparência moderna, mas que, em sua essência, oferecem pouco mais do que repetições de um mesmo conceito, colocando em risco a identidade das marcas chinesas em um momento em que a atenção global se volta para seus próximos movimentos.

Sobre o autor: suporte

Ver todos os posts →