23/03/2026
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INSS antecipou ida de Padilha para Saúde, diz especialista

Lobista Antecipou Mudanças no Ministério da Saúde Antes da Posse de Novo Ministro

O lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, teve acesso a informações internas sobre a troca de comando no Ministério da Saúde desde janeiro deste ano. Em uma mensagem de WhatsApp enviada a um contato, que foi posteriormente obtida, Careca mencionou que Alexandre Padilha, do Partido dos Trabalhadores (PT), seria o novo ministro da Saúde. Na mesma mensagem, ele comentou sobre a continuidade de seus projetos sob a nova liderança, destacando que a situação “ficou melhor”.

Careca do INSS estava em busca de um acordo com o Ministério da Saúde para fornecer, sem licitação, medicamentos à base de cannabis para o Sistema Único de Saúde (SUS). Para essa negociação, ele contou com a colaboração de Roberta Luchsinger, empresária e amiga de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva.

Recentemente, Roberta foi implicada na nova fase da Operação Sem Desconto, que foi iniciada pela Polícia Federal. As investigações revelaram que ela recebeu R$ 1,5 milhão de Careca do INSS. Um dos repasses indicou que o dinheiro poderia estar relacionado ao “filho do rapaz”, com referência a Lulinha.

A mensagem sobre a transição no Ministério da Saúde foi enviada no dia 30 de janeiro. Naquela época, o nome de Padilha estava sendo cogitado como sucessor de Nísia Trindade, mas a confirmação oficial só aconteceu um mês depois, em 25 de fevereiro. A posse de Padilha como ministro aconteceu em uma cerimônia no Palácio do Planalto no dia 10 de março.

Na mesma mensagem, Careca também afirmou que Berger Swedenberger Barbosa seria o novo presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), informação que posteriormente não se concretizou. Na verdade, Berger era secretário-executivo do Ministério da Saúde e atualmente ocupa o cargo de chefe do Gabinete Adjunto de Gestão Interna do presidente Lula.

Dados obtidos através da Lei de Acesso à Informação revelam que Careca do INSS visitou o Ministério da Saúde cinco vezes entre 2024 e 2025. Em todas as ocasiões, ele indicou que o destino de suas visitas era a secretaria-executiva da pasta. Contudo, apenas uma dessas reuniões foi registrada na agenda oficial de Berger.

Em uma gravação enviada a Careca, Roberta defendeu a dispensa de licitação para o acordo que tentava fechar com o Ministério da Saúde. Ela argumentou que, devido ao cenário de emergência, era possível criar um documento robusto que justificasse essa dispensa, referindo-se à nova lei de licitações.

Até o momento, o ministro Alexandre Padilha não se manifestou a respeito das acusações ou das informações relacionadas ao seu nome.

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