Conexão entre cérebro e intestino pode reduzir riscos de transtornos mentais
A campanha “Janeiro Branco 2026” traz como tema central “Paz, Equilíbrio e Saúde Mental”. Lançada em 2014 e reconhecida oficialmente como Lei Federal em 2023, este mês convida as pessoas a refletirem sobre suas emoções, relações sociais e a gerir melhor o tempo. Janeiro foi escolhido como o mês da campanha porque simboliza um novo começo para muitas pessoas ao redor do mundo. A ideia é incentivar a população a estabelecer metas e cuidar da saúde emocional.
Dados recentes de órgãos como o Ministério Público do Trabalho e o Escritório da Organização Internacional do Trabalho indicam que os transtornos mentais estão se tornando uma preocupação crescente. No último ano, o afastamento por problemas de saúde mental aumentou 134%. O país lidera o número de casos de transtorno de ansiedade e está entre os que mais registram casos de depressão no mundo. Essa situação tem gerado um alerta sobre a necessidade de novas estratégias para a prevenção desses transtornos.
Pesquisas recentes nas áreas de neurociência e saúde intestinal mostram que a relação entre a microbiota, o intestino e o cérebro pode ter um papel importante na modulação de condições como estresse, ansiedade e depressão. A engenheira de alimentos Helena Sanae Kajikawa, da Yakult do Brasil, menciona que essa conexão é crucial, já que a microbiota intestinal é responsável pela produção de neurotransmissores como a serotonina.
Estudos têm demonstrado que o sistema nervoso central e o trato gastrointestinal se comunicam de forma bidirecional, o que significa que o estresse pode influenciar a função intestinal e que a microbiota, por sua vez, pode afetar a saúde mental. Os cientistas sugerem que o consumo de probióticos pode trazer benefícios psicológicos ao interagir com essa conexão.
Um estudo específico sobre o probiótico Lactobacillus casei mostrou que a interação entre intestino e cérebro é mais notável em situações de estresse. O estresse percebido pelo cérebro pode alterar a microbiota intestinal e impactar funções do intestino. A pesquisa envolveu estudantes de Medicina em condições de estresse acadêmico e mostrou que o uso do probiótico teve efeitos positivos sobre os sintomas de estresse.
Além disso, outra pesquisa focou na relação entre a microbiota intestinal e doenças neurológicas como Parkinson e Alzheimer. Cientistas indianos indicam que substâncias produzidas por bactérias intestinais estão ligadas à regulação do comportamento e à função cerebral. Um desequilíbrio na microbiota pode contribuir para o desenvolvimento de problemas como ansiedade, depressão e doenças neurodegenerativas.
Outro estudo realizado no Canadá, que analisou pacientes com síndrome da fadiga crônica, investigou os efeitos da ingestão do Lactobacillus casei sobre a condição. Os resultados mostraram uma redução significativa nos sintomas de ansiedade entre os participantes que tomaram o probiótico, reforçando a ideia de uma conexão saudável entre intestino e cérebro.
Com as evidências acumuladas, a especialista Helena Sanae Kajikawa destaca a importância de cuidar do sistema gastrointestinal para melhorar a saúde mental. Isso pode ser feito por meio de hábitos saudáveis, uma alimentação equilibrada e a ingestão regular de probióticos que têm evidencia científica e são aprovados por órgãos reguladores.
Fundada em 1955 pelo médico Minoru Shirota, a Yakult está presente em 40 países e é consumida por mais de 38 milhões de pessoas, visando promover a saúde intestinal e, por consequência, a mental.