04/02/2026
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Judeu nordestino é impedido de entrar em sinagoga por sobrenome

Atualizado em 30/11/2025 21:02

Aldrey Ribeiro é uma figura conhecida entre os grupos no Nordeste que buscam retornar ao judaísmo. Ele passou por uma situação marcante em São Paulo. Ao tentar entrar em uma sinagoga, foi parado na porta por um segurança.

O segurança pediu o sobrenome de Aldrey. Quando ele respondeu “Ribeiro”, ouviu uma resposta que o deixou sem palavras: “Então não entra.” Essa situação foi bem impactante para ele e chamou atenção das pessoas envolvidas na comunidade.

Esse caso ganhou mais destaque após ser mostrado no documentário “Os novos judeus do Nordeste”, feito pelos jornalistas João Fellet e Felix Lima, que pode ser visto no YouTube. O filme acompanha brasileiros que cresceram em lares cristãos, passaram por processos formais de conversão e criaram suas próprias sinagogas na região. Esse movimento tem atraído a atenção de instituições judaicas e autoridades em Israel.

Protocolo de Segurança ou Discriminação?

O rabino Shamai Ende, comentando para a BBC News Brasil, diz que a restrição de entrada em sinagogas não está ligada a sobrenome ou origem, mas sim a protocolos de segurança. Ele menciona os riscos de ataques, que tornam necessário o controle de acesso.

Por outro lado, o relato de Aldrey levanta dúvidas sobre discriminação por conta da origem e do sobrenome, que normalmente não estão associados à comunidade judaica estabelecida em São Paulo. O documentário apresenta histórias de comunidades que buscam suas raízes sefarditas e discute os desafios de quem decide seguir esse caminho em meio a grupos já formados.

A situação de Aldrey é um reflexo de um movimento maior de pessoas que buscam se reconectar com suas origens. Muitos nordestinos têm se mostrado interessados em entender mais sobre essa vertente do judaísmo, que, apesar da história marcada por dificuldades e tabus, vem se fortalecendo na região.

Aldrey, como muitos outros, enfrenta uma luta interna ao tentar se inserir em um espaço que, para ele, deveria ser acolhedor. A situação traz à tona um debate sobre inclusão e aceitação dentro de comunidades religiosas.

Além disso, a busca por identidade é um aspecto fundamental nesse processo. Muitos desses brasileiros que se converteram ao judaísmo se sentem pressionados a provar sua legitimidade. A criação de novas sinagogas é um dos passos que essas comunidades têm dado para se reafirmar.

A história de Aldrey nos faz refletir sobre os diversos caminhos que as pessoas percorrem em busca de pertencimento. Na maioria das vezes, essa busca envolve desafios, pois não é fácil encontrar um espaço onde se sintam à vontade e respeitados.

Com o crescimento desse movimento no Nordeste, é possível perceber que a religião não é apenas uma questão de fé. Ela é também uma forma de conexão cultural e espiritual. Para muitos, esse retorno ao judaísmo significa reencontrar suas raízes e preservar tradições que vêm de gerações passadas.

Esses desafios são comuns e refletem a realidade de muitos que, ao fazer essa busca, acabam enfrentando a resistência de aqueles que estão em comunidades mais tradicionais. Muitas vezes, a mudança gera receios e inseguranças.

Enquanto isso, as instituições judaicas estão começando a prestar atenção nesse fenômeno. O interesse por parte de jovens e adultos em se reconectar com suas raízes levanta questões sobre a pluralidade dentro do judaísmo no Brasil. É um movimento que merece ser visto com mais atenção, pois reflete uma necessidade de pertencimento e esperança.

Aldrey e os outros nordestinos que buscam se reconectar com sua herança judaica representam uma nova geração em busca de identidade. Essa luta é verdadeira e importante, pois fala sobre o desejo de se sentir parte de algo maior, independente da aceitação ou não de grupos mais tradicionais.

As histórias que vêm surgindo, como as de Aldrey, ajudam a traçar um panorama mais amplo sobre a diversidade dentro do judaísmo no Brasil. As ligações inesperadas entre elementos da cultura brasileira e judaica se tornam evidentes, revelando um rico potencial para diálogos e intercâmbios.

Portanto, ao abordar temas como esse, é crucial lembrar da importância do respeito e da acolhida. O verdadeiro judaísmo se baseia em princípios de amor e aceitação, importantes para apoiar aqueles que buscam seu lugar em uma comunidade.

Essas narrativas que estão surgindo no Nordeste mostram que o judaísmo é um espaço em transformação. As novas gerações estão reformulando o que significa ser judeu na atualidade. É um caminho que envolve aceitar as diferenças e buscar a inclusão de todas as vozes.

Esse movimento de retorno ao judaísmo no Nordeste também nos força a pensar sobre como as religiões estão interligadas. A busca de Aldrey e muitos outros não é apenas por um lugar de adoração, mas por um espaço onde possam se expressar plenamente.

Os desafios enfrentados são muitos, mas o desejo de pertencimento é um motor poderoso que move essas comunidades. É bonito ver como as pessoas estão se unindo em torno de suas histórias e experiências, criando um mosaico vibrante de cultura e fé.

Enquanto isso, a sociedade precisa estar atenta e aberta para entender essas questões. O respeito e o diálogo são fundamentais nesse processo. O judaísmo se reinventa e se adapta, e as comunidades que se formam trazem uma nova dinâmica.

Esses passos dados por Aldrey e outros refletem uma mudança que não é só religiosa, mas também social e cultural. O caminho para a aceitação total ainda é longo, mas cada história contada é uma vitória na busca por inclusão e identidade.

O foco deve ser sempre no diálogo, no entendimento e na construção de pontes entre as diferentes comunidades. O respeito pela trajetória de cada um é essencial para estabelecer um futuro mais harmonioso e inclusivo. É assim que se constrói uma comunidade forte, onde todos se sintam bem-vindos.

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