17/03/2026
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Laboratório de inovação em tecnologia para saúde

Seminário Internacional Discute Economia da Saúde em Natal

O “Seminário Internacional de Economia da Saúde: Sistemas de Saúde, Sustentabilidade e Inovação” aconteceu em Natal, reunindo especialistas para discutir a importância de fortalecer os Núcleos de Economia da Saúde em estados e municípios. O evento foi promovido pelo Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Entre os participantes estavam pesquisadores de diversas instituições. Entre eles, Rodrigo Pires, professor da Universidade de Brasília; Susana Henriques, da Universidade Aberta de Portugal; e Sandra Cardoso, do Serviço Nacional de Saúde de Portugal. Também participaram Marilyn Bonfim, membro da Fiocruz, e Érika Aragão, da Universidade Federal da Bahia, além dos pesquisadores do LAIS, como Thaisa Lima e Ricardo Valentim.

Os tópicos abordados no seminário resultaram do Projeto Economia da Saúde, uma iniciativa nacional que visa estabelecer uma política pública focada nessa área, reconhecendo seu impacto social e econômico. O projeto é realizado em parceria entre o Departamento de Economia e Desenvolvimento em Saúde do Ministério da Saúde e o LAIS, com apoio da Organização Pan-Americana da Saúde.

O LAIS está envolvido nessa parceria para analisar a relação custo-efetividade dos investimentos na saúde e como isso afeta o Sistema Único de Saúde (SUS) e a sociedade como um todo. O projeto prevê uma avaliação prévia das políticas e programas relacionados à economia da saúde, buscando entender sua consistência e coerência.

Temas Abordados

Na parte da manhã, o seminário discutiu a relação entre inteligência artificial e a economia da saúde. Os professores Rodrigo Pires e Marilyn Bonfim, junto com a pesquisadora Thaisa Lima, foram os responsáveis por palestras que traçaram um panorama dos desafios que o SUS enfrenta. Pires alertou para o crescente financiamento privado nas políticas de saúde, destacando que a dependência de recursos privados pode comprometer a equidade no acesso aos serviços de saúde. Ele citou o exemplo do orçamento da Organização Mundial de Saúde, que, devido a governos liberais, teve uma parcela significativa reduzida.

Marilyn Bonfim ressaltou que a criação do SUS deve ser vista como um marco importante e que precisa de políticas públicas efetivas para funcionar adequadamente. Ela destacou a interdependência entre saúde, educação e assistência social, argumentando que a falha em uma dessas áreas afeta as demais.

Thaisa Lima apresentou dados do Programa Economia da Saúde, enfatizando a relevância de uma análise crítica e integrada da realidade da saúde no país, considerando um contexto mais amplo.

Comunicação em Saúde Pública

Durante a tarde, a programação seguiu com uma palestra sobre a importância da comunicação estratégica na saúde pública, apresentada por Sandra Cardoso e Juciano Lacerda. Eles abordaram os problemas que surgem na ausência desse tipo de comunicação. Susana Henriques discutiu como a inteligência artificial impacta as políticas públicas e a educação.

Érika Aragão ofereceu uma análise dos desafios enfrentados pela saúde em um país tão grande e diversificado. O seminário foi encerrado por Ricardo Valentim, que contextualizou o papel da inteligência artificial na pesquisa em Economia da Saúde e ressaltou a necessidade de investimentos do Ministério da Saúde nessa área, para garantir que o país se mantenha em desenvolvimento no uso dessas tecnologias.

O seminário destacou a importância da colaboração entre instituições e especialistas para enfrentar os desafios da saúde pública e promover uma sustentabilidade efetiva no sistema de saúde.

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