A Produção de Azeite na Antiga Syedra
O azeite de oliva foi essencial para muitas culturas no Mediterrâneo antigo. Conhecido como “ouro líquido”, era usado em tudo, desde cosméticos a remédios e rituais religiosos. Recentemente, arqueólogos descobriram um centro importante de produção de azeite na cidade antiga de Syedra, na atual Turquia.
A Descoberta das Oficinas de Azeite em Syedra
Os arqueólogos iniciaram escavações em Syedra em 2019, sob a liderança da Universidade Alanya Alaaddin Keykubat. Eles encontraram uma série de oficinas de azeite que data de cerca de 3.000 anos. Durante essas escavações, foram identificadas quase 25 oficinas de azeite na cidade.
Professor Ertug Ergurer, um dos diretores das escavações, explicou que foram identificadas mais de 105 oficinas na cidade antiga, revelando uma produção intensa de azeite. Essa descoberta mostra que Syedra não era apenas um local de passagem, mas um centro produtivo significativo.
Os vestígios encontrados indicam que quase todas as construções da antiga cidade possuíam algum tipo de oficina. Muitas delas continham “pithoi”, grandes recipientes usados para armazenar azeite. Isso sugere que a produção de azeite era uma atividade comum e vital na cidade.
A Importância de Syedra no Comércio Antigo
Estabelecida no século VII a.C., Syedra foi um porto importante no Mediterrâneo. Durante o período romano, entre os séculos II e IV d.C., a cidade ganhou destaque, com uma população entre 4.000 e 5.000 habitantes. Os habitantes de Syedra desfrutavam de várias comodidades, como um estádio, banhos, um teatro e sistemas de abastecimento de água.
A grande quantidade de oficinas de azeite indica que este produto era uma parte crucial da economia e cultura da cidade. Ergurer acredita que a maior parte do azeite produzido em Syedra era exportada, dada a importância do azeite nas diversas práticas da época.
A História do Azeite de Oliva
A história do cultivo de azeitonas na região do Mediterrâneo Oriental começou por volta de 6000 a.C. e rapidamente se espalhou pelo mundo antigo. Filósofos e escritores famosos, como Hipócrates e Homero, faziam referência ao azeite em suas obras. Ele era utilizado para cozinhar, em perfumes, cosméticos, medicamentos e até para ungir atletas e os mortos.
Syedra se destaca como um dos importantes centros de produção de azeite ao longo da história. A presença quase universal de oficinas na cidade sugere uma profusão deste “ouro líquido”, que sustentou a cidade por séculos.
O Legado de Syedra
O azeite produzido em Syedra era acolhido em vários locais do Mediterrâneo. Sua produção em larga escala permitiu que a cidade prosperasse até ser abandonada no século XIII. Até esse ponto, o azeite de Syedra alcançou regiões distantes, como o norte da África e Levante.
Assim, a cidade se consolidou como um local essencial para a produção de azeite, levando conforto e riqueza a seus habitantes. A importância dessas descobertas ressalta o papel fundamental que Syedra desempenhou no comércio e na cultura do Mediterrâneo antigo.
O Futuro das Escavações
As escavações em Syedra continuam, e novas descobertas podem contribuir para uma compreensão ainda mais profunda do impacto histórico da produção de azeite. A cidade oferece uma visão fascinante de como a economia e a cultura estavam interligadas na antiguidade.
Essas informações são importantes não apenas para entender o passado, mas também para valorizar o que o azeite representa atualmente na culinária e na cultura mediterrânea. O legado de Syedra é um testemunho da riqueza histórica e da complexidade das civilizações passadas.
Ao explorarmos a rica história de Syedra e sua influência na produção de azeite, podemos perceber como essa prática moldou sociedades e ainda ressoa na vida moderna. O azeite de oliva não é apenas um ingrediente nas cozinhas de hoje, mas também um símbolo de riqueza cultural que atravessa gerações e continentes.
Agora que você conheceu a história surpreendente da produção de azeite em Syedra, talvez seja interessante explorar outros aspectos da cultura antiga e as histórias que moldaram o mundo como o conhecemos.