A Prefeitura de Maricá, por meio da Secretaria de Saúde, participou do 1º Fórum de Boas Práticas em Saúde Mental na Infância, Adolescência e Juventude, que aconteceu na última quinta-feira (11 de dezembro) na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). O evento reuniu profissionais e gestores de diversas regiões para compartilhar experiências e fortalecer ações voltadas para a saúde mental de crianças, adolescentes e jovens.
Durante o fórum, dois projetos de Maricá foram selecionados para publicação em um livro que destaca boas práticas na área. Um desses projetos é o “Conexões,” que foca na saúde mental indígena. Ele é realizado pela equipe de saúde indígena do município e envolve ativamente adolescentes das aldeias locais. O outro projeto, intitulado “Assembleia de Usuários como Espaço Vivo de Cuidado e Fortalecimento do Protagonismo Infantojuvenil no CAPSi de Maricá”, enfatiza a importância da escuta qualificada e do protagonismo dos jovens que utilizam os serviços do Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil.
O secretário de Saúde de Maricá, Marcelo Velho, destacou a importância da participação no fórum e o reconhecimento das iniciativas do município. Ele afirmou que Maricá está comprometida com políticas públicas que priorizam um atendimento humanizado. Segundo ele, as ações têm colocado crianças e adolescentes no centro do cuidado, enfatizando a escuta ativa e respeitando as particularidades de cada região.
Daiana Albino, superintendente de Atenção Psicossocial, comentou que as ações de saúde mental em Maricá demonstram o papel ativo do município. Ela ressaltou que a rede de atenção valoriza o cuidado integral e o fortalecimento do protagonismo jovem, além de reforçar a necessidade de políticas públicas que promovam inclusão e acolhimento.
As experiências apresentadas no livro destacam o trabalho das equipes multiprofissionais e a abordagem integral à saúde mental voltada à infância e juventude no município. Izadora Praça, coordenadora da equipe multiprofissional, mencionou que a atuação em rede é fundamental para potencializar essas iniciativas em Maricá.
O educador físico Yuri Silveira, que trabalha com a população indígena na cidade, também comentou sobre as ações para a saúde mental dos indígenas e enfatizou a importância do cuidado humanizado, que valoriza as culturas locais. Ele acredita que a participação de Maricá no fórum destaca a cidade como um exemplo a ser seguido em práticas de saúde mental, inspirando outros municípios a adotar iniciativas semelhantes.