05/02/2026
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Maximalismo: como integrar arte e objetos na decoração do lar

Hoje em dia, com a casa se destacando na rotina, a decoração maximalista se torna um manifesto sensorial. Esse estilo não segue regras fixas, mas valoriza a mistura de cores, texturas e referências pessoais. O resultado são ambientes que contam histórias e refletem a diversidade das personalidades. Inspirado pela liberdade criativa, o maximalismo é uma forma intensa e humana de viver, onde cada detalhe tem seu valor.

Esse estilo vai muito além de simplesmente acumular objetos. O maximalismo pede uma curadoria cuidadosa. Cada peça tem um propósito: obras de arte combinando com móveis de diferentes épocas, tecidos vibrantes convivendo com materiais refinados. Além disso, padrões podem se sobrepor, desde que respirem uma narrativa coesa. Nos espaços, é possível ver uma conversa visual rica, cheia de detalhes que se revelam a cada visita.

O maximalismo como tradução da identidade do morador

Sala de estar integrada à sala de jantar com mesa central, cadeiras, painel de madeira e área de estar ao fundo
O maximalismo reflete memórias e desejos, organizados de forma harmônica (Projeto: Camila Palladino | Imagem: David Aranha)

A arquiteta Camila Palladino define o maximalismo como um exercício de escuta e tradução. Para ela, não se trata de um acúmulo aleatório, mas de ter coragem para juntar referências, lembranças e desejos em uma composição harmônica. No trabalho dela, a combinação de estilos e a valorização dos gostos pessoais do morador são fundamentais na criação de ambientes autênticos.

Cores intensas, camadas e iluminação

Quarto com cama posicionada junto à parede azul, criado-mudo lateral e porta de madeira
Uso de cores e materiais mostra a identidade do morador no maximalismo (Projeto: Camila Palladino | Imagem: David Aranha)

No maximalismo, cores vibrantes como verdes e azuis se destacam, equilibradas por uma base sólida. As paredes podem ganhar papéis de parede ou pinturas artísticas, enquanto o piso pode ter tapetes com padrões. Móveis icônicos podem aparecer ao lado de peças mais contemporâneas. A iluminação também é pensada em camadas, valorizando as texturas e criando um ambiente acolhedor.

O valor do artesanal e da memória no maximalismo

Sala de jantar com mesa de madeira, cadeiras coloridas, tapete e aparadores distribuídos pelo ambiente
Objetos garimpados são destaques na decoração maximalista (Projeto: Camila Palladino | Imagem: Rogerio Cajui)

Essa abordagem também valoriza o que é feito à mão, destacando o que é único. Cerâmicas, esculturas e livros, além de objetos garimpados em viagens ou herdados da família, ganham destaque e trazem mais sentimento para o espaço. Segundo Camila Palladino, quando uma casa reflete a história de quem vive ali, ela se torna mais do que bonita; ela se torna verdadeira.

Identidade visual além das tendências

Sala de estar com sofá, poltrona, mesa lateral, instrumentos musicais e janela ao fundo
A decoração maximalista convida a apreciar a mistura e a estética (Projeto: Camila Palladino | Imagem: Rogerio Cajui)

A decoração maximalista não está ligada a modismos passageiro; ela se aproxima do atemporal. Isso acontece não por seguir tendências, mas por formar identidades visuais que são únicas. É um convite a olhar com atenção, a se misturar sem medo e a celebrar a estética no dia a dia. Esse é um luxo contemporâneo que reside na liberdade de ser, ver e sentir dentro de casa.

Por Bruna Rodrigues

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