05/02/2026
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Médico com 750 mil seguidores é alvo de operação da PF

Remédios ilegais: médico com 750 mil seguidores é alvo de operação da PF

O médico Gabriel Almeida, conhecido nas redes sociais e com cerca de 750 mil seguidores, é um dos alvos de uma operação da Polícia Federal. A ação tem como foco um grupo que supostamente produz e vende remédios injetáveis usados para emagrecimento de forma clandestina. A operação ocorre em quatro estados do Brasil, nesta quinta-feira, 27 de outubro.

Almeida se apresenta nas redes sociais como médico, escritor, palestrante, professor de médicos e empresário. Nos últimos anos, ele lançou diversos livros voltados ao emagrecimento. O médico possui um consultório chamado Núcleo GA, que fica localizado na Avenida Brasil, nos Jardins, uma área nobre da cidade de São Paulo. Além da capital paulista, a clínica tem unidades em outros estados, como Bahia e Pernambuco.

Em seu perfil oficial, Almeida compartilha vídeos sobre a tirzepatida, um princípio ativo que é utilizado em medicamentos para o tratamento de diabetes e obesidade, como o Mounjaro e o Ozempic. Em uma de suas mais recentes postagens, ele discute a possibilidade de o medicamento também ajudar a reduzir vícios.

As investigações da Polícia Federal revelam que o grupo ao qual Almeida está vinculado fabricava e distribuía tirzepatida de maneira irregular. As operações eram realizadas sem seguir as normas sanitárias, e o processo incluía envase, rotulagem e distribuição dos produtos de forma inadequada. Após sua fabricação, os remédios eram vendidos por plataformas digitais, sem qualquer controle de qualidade, esterilidade ou rastreabilidade.

A polícia também observou que o grupo utilizava estratégias de marketing digital para fazer o público acreditar que a produção da tirzepatida era legal.

A Operação Slim tem como objetivo cumprir 24 mandados de busca e apreensão em clínicas, laboratórios, estabelecimentos comerciais e residências relacionadas aos investigados nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco. Durante as buscas, a polícia encontrou evidências de que os remédios estavam sendo produzidos em grande escala.

Em comunicado, a Polícia Federal informou que busca identificar os responsáveis pela cadeia de produção e distribuição dos medicamentos. A operação conta com a colaboração da Anvisa, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, e das Vigilâncias Sanitárias estaduais de São Paulo, Bahia e Pernambuco. A ação visa também apreender documentos, equipamentos e insumos que ajudem na análise laboratorial dos materiais encontrados.

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