O Ministério da Saúde anunciou a abertura do processo seletivo para a sexta turma do Mestrado Profissional em Saúde da Família (PROFSAÚDE) durante o evento Abrascão em Brasília, nesta terça-feira, 2 de outubro. Serão disponibilizadas 600 vagas no total. Destas, 400 são destinadas a médicos do Programa Mais Médicos e 200 vagas são voltadas para profissionais de diferentes áreas da saúde. As aulas ocorrerão em 45 Instituições de Ensino Superior (IES) espalhadas por todas as regiões do país. A parceria para a realização do curso é com a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). O período de inscrições vai de 5 de janeiro a 6 de março de 2026. Os interessados devem atender aos requisitos especificados no edital.
Durante o evento, a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde participou de uma mesa redonda sobre “Tecnologia e Inovação na Gestão de Emergências em Saúde Pública”. Na sua fala, ela enfatizou a necessidade de uma política pública de Estado para enfrentar as várias emergências em saúde. Segundo a secretária, fatores como degradação ambiental, urbanização descontrolada, facilitação de viagens, comércio internacional, crises humanitárias e mudanças climáticas aumentam a frequência dessas emergências. Ela destacou a importância do trabalho coletivo para discutir e desenvolver ações que melhorem a resposta a essas situações, visando construir políticas públicas seguras e baseadas em evidências.
A Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) também esteve presente, coordenando uma mesa redonda sobre o tema “Monitoramento e Avaliação em Saúde Indígena: desafios para sua implementação no Sasi-SUS e enfrentamento à desinformação”. O representante Daniel Canavese apresentou as estratégias desenvolvidas pela Sesai, que estão ajudando a criar uma cultura institucional que valoriza o uso de dados e a gestão da informação. A conferência ainda trouxe exemplos de sucesso das iniciativas realizadas no DSEI Alagoas e Sergipe, que fortaleceram a gestão territorial e promoveram o diálogo com as equipes de saúde indígena.
Além disso, a Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAES) participou da mesa sobre a Rede de Prevenção e Controle do Câncer, contribuindo com discussões para fortalecer as ações de prevenção e tratamento oncológico no SUS. O diretor do Departamento de Atenção ao Câncer (DECAN), José Barreto Carvalheira, coordenou a discussão, reunindo especialistas nacionais e internacionais para abordar temas como vigilância, promoção de saúde, integração da rede e os desafios da abordagem interdisciplinar no combate ao câncer.
Ainda na tarde de ontem, Rodrigo Oliveira, diretor do Departamento de Expansão das Estratégias de Qualificação da Atenção Especializada, participou de um debate sobre a “Integração Estratégica entre APS e Atenção Especializada: Caminhos para qualificar o Cuidado e Fortalecer o SUS”. A discussão enfatizou a importância da organização da rede de saúde, integração entre os diferentes níveis de atendimento e estratégias para melhorar as ofertas de assistência no SUS.