02/04/2026
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Ministério da Saúde usa mosquitos estéreis contra Aedes aegypti em BA

O Ministério da Saúde começou a liberar mosquitos machos e estéreis da espécie Aedes aegypti como parte de uma estratégia para combater doenças transmitidas por esses insetos, como dengue, Zika e chikungunya. A primeira soltura ocorreu no sábado, dia 13, na aldeia Cimbres, localizada no município de Pesqueira, em Pernambuco. Foram soltos 50 mil mosquitos.

A liberalização desses mosquitos faz parte da chamada Técnica do Inseto Estéril, que visa reduzir a população de Aedes aegypti. Essa técnica consiste em esterilizar os machos em laboratório por meio de radiação, o que os torna incapazes de ter filhotes. Quando soltos, esses machos se acasalam com as fêmeas, mas não geram descendentes, o que leva a uma queda gradual no número de mosquitos da espécie.

Nos próximos meses, está previsto que mais de 200 mil mosquitos estéreis sejam liberados semanalmente. Além da aldeia Cimbres, a estratégia será aplicada em outras comunidades: no território Guarita, em Tenente Portela, no Rio Grande do Sul, e em áreas indígenas em Porto Seguro e Itamaraju, na Bahia.

O investimento inicial para esse projeto é de R$ 1,5 milhão, que abrange custos de produção, logística e monitoramento da ação. O ministério afirma que a continuidade e o avanço desse projeto dependerão dos resultados obtidos nas comunidades, permitindo uma avaliação precisa sobre a redução de casos das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

Essa abordagem apresenta a vantagem de não utilizar inseticidas, o que elimina os riscos à saúde humana e ao meio ambiente. Por isso, é especialmente indicada para áreas indígenas que estão em zonas de preservação ambiental, onde o uso de produtos químicos costuma ser restrito ou proibido.

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