05/02/2026
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Moradores da Cohab recebem orientação sobre prevenção à hanseníase

Campanha Janeiro Roxo Combate à Hanseníase em Cidades Endêmicas

Neste mês de janeiro, diversas unidades de saúde estão promovendo a Campanha Janeiro Roxo, uma iniciativa que visa a prevenção e o combate à hanseníase, especialmente em áreas consideradas endêmicas. Uma das principais ações ocorreu na Unidade Básica de Saúde do Conjunto Cohab, onde profissionais de saúde deram início a um trabalho de conscientização.

As equipes, em colaboração com a Coordenação Municipal do Programa de Hanseníase, realizaram visitas domiciliares no Bairro João Viana. Durante essas visitas, os agentes levaram informações sobre a doença, orientações sobre os cuidados necessários e realizaram a busca ativa de possíveis novos casos. O foco é garantir que as pessoas que apresentam sintomas sejam identificadas rapidamente.

Dona Maria Cristina, uma moradora do bairro, recebeu a equipe em sua casa e destacou a relevância da ação: “As informações que eles trouxeram são muito importantes. Ninguém na minha família teve a doença, mas é um alerta para todos. É algo que vale a pena prestar atenção”, comentou.

A enfermeira Aline Almeida, que atua na Unidade Básica de Saúde, explicou o funcionamento da campanha: “Neste janeiro, estamos intensificando as ações para descobrir novos casos. Usamos um questionário para verificar se os moradores apresentam sinais da doença. Com essas informações, notificamos casos suspeitos e iniciamos o tratamento imediatamente.”

O questionário aplicado busca saber se a pessoa tem histórico familiar de hanseníase, se há áreas adormecidas na pele, perda de sensibilidade em algumas regiões do corpo e queda de pelos nas sobrancelhas ou cílios. Fabiana Ferreira, coordenadora do programa, enfatiza que o trabalho de conscientização é contínuo, não restrito apenas a janeiro. “Nosso objetivo é informar a população sobre os sintomas da hanseníase e garantir que todos saibam que o tratamento é gratuito e disponível em todas as unidades de saúde”, frisou.

Ela também chamou a atenção para a necessidade de combater o estigma associado à doença. “A hanseníase não discrimina; pode afetar qualquer pessoa. As pessoas não devem ter vergonha de procurar ajuda médica. Quanto mais cedo o diagnóstico for feito, mais rápida será a cura.”

As ações de busca ativa continuarão durante todo o mês de janeiro. As equipes de saúde das Unidades Básicas do Bairro Volta Redonda e Cangalheiro estão programadas para visitar os moradores de suas respectivas áreas, mantendo assim o foco na prevenção e tratamento da hanseníase.

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