08/02/2026
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Mosquitos modificados para combater a dengue chegam a cidade brasileira

A técnica conhecida como Wolbachia, que envolve a criação e liberação de mosquitos geneticamente modificados, chegará a Uberlândia, em Minas Gerais. Essa abordagem visa combater os vírus da dengue, zika e chikungunya, ao introduzir uma bactéria que impede seu desenvolvimento nos mosquitos.

A implementação do método na cidade começou na última sexta-feira. O projeto é coordenado pelo World Mosquito Program (WMP) e no Brasil é conduzido pela Fiocruz, com financiamento do Ministério da Saúde. As prefeituras das cidades selecionadas também participam da iniciativa.

Os critérios para escolher as cidades que receberão a técnica incluem ter mais de 100 mil habitantes, um número elevado de casos de dengue e uma alta incidência da doença nos últimos dez anos. Além disso, fatores como o clima e a infraestrutura local para receber os mosquitos são avaliados.

De acordo com Daniel Garkauskas Ramos, coordenador-substituto da Coordenação-Geral de Vigilância das Arboviroses do Ministério da Saúde, foi destinado um investimento de 30 milhões de reais para expandir o uso do método entre 2024 e 2025. Ele estima que a população beneficiada em Uberlândia será de aproximadamente 352 mil pessoas, abrangendo diversas áreas da cidade. Isso não só ajudará Uberlândia, mas poderá beneficiar municípios vizinhos também.

O centro de produção dos mosquitos modificados, localizado no bairro Umuarama, ocupa uma área de 330 m² e conta com uma infraestrutura adequada, incluindo salas para triagem e manejo das larvas, além de um refeitório. Nesse local, profissionais treinados realizarão todo o processo de eclosão dos ovos dos mosquitos que carregarão a Wolbachia.

Os primeiros mosquitos com a bactéria serão liberados em 19 bairros distintos de Uberlândia, envolvendo áreas como Custódio Pereira, Daniel Fonseca e Jaraguá, visando beneficiar cerca de 350 mil pessoas na cidade.

A implementação da técnica já ajudou cerca de 5 milhões de brasileiros, e a expectativa é que esse número aumente para 70 milhões nos próximos anos. O Ministério da Saúde adotou oficialmente a tecnologia como uma das estratégias de combate às arboviroses no país, reforçando seu compromisso com a saúde pública e o Sistema Único de Saúde (SUS).

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