24/03/2026
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Mudanças climáticas impactam saúde de 90% dos brasileiros

Uma pesquisa realizada pela Ipsos-Ipec, encomendada pela empresa AstraZeneca, revelou que a população tem uma forte preocupação com as mudanças climáticas e seu impacto na saúde. De acordo com os dados, 94% dos entrevistados acreditam que essas mudanças podem afetar sua saúde ou a de familiares, com 68% destacando que o impacto pode ser significativo. O levantamento foi realizado entre os dias 14 e 22 de outubro de 2023, com a participação de duas mil pessoas em diversas regiões do país.

A pesquisa também aponta que 92% dos participantes reconhecem que a poluição do ar aumenta o risco de doenças respiratórias. Essa preocupação é corroborada pela experiência pessoal de muitos, já que 47% dos entrevistados relataram ter percebido piora em sintomas respiratórios após estarem expostos à poluição. Além disso, os resultados indicam que crianças, idosos e pessoas com histórico de doenças respiratórias são os mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas.

Em relação ao atendimento médico, 42% dos entrevistados afirmaram já ter buscado ajuda por problemas respiratórios, e 62% relataram ter alguma condição ou sintoma respiratório, como rinite (47%), alergias (46%) e asma (11%).

A pesquisa também examina os hábitos da população em relação à proteção do meio ambiente. Entre os participantes, 76% informaram que adotaram atitudes em prol do meio ambiente, como redução do consumo de água (64%) e energia (62%), separação do lixo para reciclagem (59%) e diminuição do uso de plásticos (53%). Apesar disso, 78% dos entrevistados acreditam que o país não está preparado para enfrentar os impactos das mudanças climáticas.

A preocupação com as mudanças climáticas não se limita apenas à população urbana. Uma pesquisa da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (Abmra) aponta que, entre os produtores rurais, 86% têm consciência de que eventos extremos, como chuvas intensas e secas prolongadas, afetarão suas produções nos próximos anos. O estudo entrevistou 3.100 produtores em 16 estados e abrangeu 15 culturas agrícolas e quatro rebanhos de produção.

Os dados mostram que 72% dos produtores já implementaram práticas para aumentar a eficiência no uso de insumos e minimizar o impacto ambiental. A motivação principal para essas ações é a melhoria nos resultados da produtividade (67%), seguida de recomendações técnicas (65%).

Por outro lado, algumas barreiras foram identificadas em relação à adoção de práticas sustentáveis. Entre os 31% que percebem dificuldades significativas, 4% mencionam custos elevados e falta de informações precisas, enquanto 27% apontam limitações relacionadas ao acesso a apoio técnico e crédito.

Essas análises refletem a preocupação crescente da população brasileira, tanto urbana quanto rural, com as mudanças climáticas e a necessidade de ações efetivas para enfrentar os desafios que elas trazem.

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