05/02/2026
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Nasa investe em projeto de casas de vidro na Lua

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Projeto Inovador Visa Construir Cidades de Vidro na Lua

O conceito de habitar a Lua e Marte começa a ganhar forma, graças a um projeto ambicioso liderado por Martin Bermudez, CEO da Skyeports. Bermudez, que é arquiteto, sempre teve uma forte fascinação pelo espaço e, após estudos, percebeu que a construção na Lua é viável utilizando o regolito lunar, que contém cerca de 60% de silicatos, matéria-prima semelhante ao vidro.

Em temperaturas que variam entre 1.500 e 2.000 °C, o vidro se transforma em um líquido moldável. Na baixa gravidade lunar, esse material tende a formar esferas perfeitas de forma natural. Ao adicionar elementos como titânio, magnésio e cálcio, é possível aumentar sua resistência, tornando-o mais durável que o aço, segundo o executivo. “Muitos pensam que o vidro é frágil, mas a ciência prova o contrário”, afirma Bermudez, destacando a importância de uma colaboração com cientistas para desenvolver essa ideia.

O objetivo inicial do projeto é criar esferas de alguns centímetros, que, com o tempo, poderão se transformar em habitats de centenas ou até milhares de metros de diâmetro. Esses locais seriam projetados para permitir que astronautas vivam, trabalhem, cultivem alimentos e produzam água na Lua. “Imagino cidades inteiras compostas por essas esferas, com parques, sistemas de água, lares e tudo interligado por pontes de vidro”, compartilha Bermudez.

O projeto já está recebendo apoio financeiro significativo. Em janeiro, foi selecionado entre 15 ideias para o programa NIAC (Conceitos Inovadores Avançados da NASA) de 2025. Esse programa visa financiar conceitos inovadores que poderiam transformar futuras missões espaciais. Bermudez enfatiza que, embora não seja possível replicar a Terra em sua totalidade, a criação dessas estruturas poderia se aproximar muito do ideal e, eventualmente, até ser expandida para a órbita da Terra.

Com um investimento anunciado de aproximadamente R$ 14 milhões, a iniciativa está em andamento e promete revolucionar a forma como pensamos sobre a colonização de outros corpos celestes.

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