Mudança na Gestão das Unidades de Saúde em Porto Alegre
A administração das unidades básicas de saúde nas zonas norte e leste de Porto Alegre passará por uma mudança em breve. Essa alteração ocorre após o término do contrato da prefeitura com a Santa Casa de Porto Alegre e a Rede de Saúde Divina Providência, responsáveis por 68 postos de atendimento. As propostas financeiras dessas instituições superaram o que a prefeitura está disposta a pagar, levando à necessidade de buscar novas gestoras.
O secretário de Saúde, Fernando Ritter, garantiu que os cerca de 2 mil profissionais que atuam nessas unidades não serão afetados pela troca de gestão. Ele afirmou que o objetivo é que as equipes atuais permaneçam nos postos e que a continuidade do trabalho é essencial para a atenção primária em saúde.
Em entrevista, Ritter explicou: “Nós queremos muito que as equipes permaneçam. Vamos nos reunir com as instituições que forem selecionadas e deixar claro que queremos manter os profissionais.” Essa abordagem visa garantir a estabilidade no atendimento à população.
No entanto, essa mudança gerou insegurança entre alguns funcionários. Uma técnica de enfermagem que trabalha em uma unidade na zona norte comentou que até o momento ninguém a informou sobre o fim do contrato. Ela expressou preocupação com a situação: “Todos os técnicos, médicos e enfermeiros dependem do salário para sustentar suas famílias. Estamos apreensivos e ansiosos, pois queremos manter nossos empregos e salários.”
Para assegurar a continuidade dos serviços de saúde, a prefeitura planeja abrir um edital em janeiro para selecionar novas empresas que assumirão a gestão das unidades. As instituições candidatas precisarão atender a requisitos como comprovação de experiência, controle de qualidade e equilíbrio financeiro, com o intuito de garantir que a qualidade do atendimento seja mantida.
Ritter afirmou que a nova gestão deverá começar em maio, e ele tranquilizou a população, ressaltando que não há expectativa de interrupção nos atendimentos durante essa transição. “A mudança ocorrerá entre o outono e o inverno, e não haverá falta de profissionais. A assistência à saúde continuará normalmente”, assegurou.
Com essas medidas, a administração municipal busca não apenas garantir uma troca tranquila na gestão, mas também manter a qualidade dos serviços prestados à população de Porto Alegre.