06/02/2026
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Nova molécula de RNA pode prevenir danos neuronais e agregação de proteínas

As doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer e a demência, causam a perda progressiva de neurônios e uma diminuição das funções cerebrais. Pesquisas anteriores mostraram que há uma relação entre essas doenças e o acúmulo de proteínas mal dobradas, como tau e α-sinucleína.

A proteína tau é encontrada principalmente nos neurônios, onde ajuda a estabilizar estruturas que transportam nutrientes e moléculas, conhecidas como microtúbulos. Já a α-sinucleína é uma proteína pequena que está nas extremidades dos neurônios, contribuindo para a regulação dos vesículos sinápticos, que liberam neurotransmissores nas sinapses.

Embora essas proteínas sejam importantes para o funcionamento saudável do cérebro, o seu agrupamento anormal é um sinal de várias doenças neurodegenerativas. No entanto, os processos que levam a essa agregação ainda não estão totalmente claros.

Pesquisadores da Universidade de Washington em St. Louis e da Universidade da Califórnia estudaramo o papel de uma nova molécula de RNA chamada FAM151B-DT na agregação das proteínas tau e α-sinucleína. Os resultados, publicados na revista Molecular Psychiatry, indicam que esse RNA é essencial para manter o equilíbrio entre a produção e degradação de proteínas no cérebro.

Os pesquisadores afirmaram que as doenças neurodegenerativas apresentam características comuns, como a agregação de proteínas e outras alterações, incluindo inflamação, mudanças na sinalização sináptica, disfunção mitocondrial e estresse oxidativo.

No entanto, os reguladores-chave desses processos ainda não foram identificados. Para entender mais, eles utilizaram diversas ferramentas genéticas e experimentais em amostras de células-tronco e tecidos.

Durante a pesquisa, eles analisaram os níveis do RNA em tecidos cerebrais de pessoas com doenças neurodegenerativas. Descobriram que o lncRNA FAM151B-DT é reduzido em um modelo de células-tronco de demência frontotemporal e em cérebros de pacientes com Alzheimer e Parkinson.

Os cientistas cultivaram células-tronco no laboratório e silenciaram a expressão da FAM151B-DT. Isso levou ao aumento da agregação das proteínas associadas a várias doenças neurodegenerativas.

Eles aprofundaram a análise do mecanismo pelo qual a FAM151B-DT influencia a agregação da tau e o papel que desempenha nas doenças neurodegenerativas. Descobriram que o RNA reside no citoplasma, onde interage com tau, α-sinucleína e outras proteínas relacionadas à homeostase proteica. Quando a expressão da FAM151B-DT era silenciada, bloqueava o processo de autofagia, resultando no acúmulo dessas proteínas.

Os resultados da pesquisa indicam que a molécula de RNA FAM151B-DT é crucial para equilibrar as proteínas tau e α-sinucleína nas células. Quando esse RNA não funciona bem, a agregação das proteínas pode causar danos neuronais e contribuir para o surgimento de doenças neurodegenerativas.

As descobertas feitas pelos pesquisadores podem trazer novas perspectivas sobre as doenças neurodegenerativas. No futuro, a FAM151B-DT pode se tornar um alvo promissor para o tratamento precoce dessas condições ou para lidar com alguns de seus sintomas.

Os autores encontraram que aumentar a expressão de FAM151B-DT pode ajudar na remoção de tau e α-sinucleína modificadas, assim reduzindo a agregação. Essas descobertas abrem novas possibilidades para usar a FAM151B-DT como um alvo molecular no combate a várias doenças neurodegenerativas.

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