07/02/2026
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O destino do Submarino, pioneiro em compras online no Brasil

Que fim levou o Submarino, site pioneiro das compras online no Brasil?

Submarino: De Gigante do Comércio Eletrônico à Queda

O comércio eletrônico brasileiro é bastante diversificado, com várias lojas digitais atuando no mercado. Entre elas, o Submarino se destaca como um dos pioneiros, mas nos últimos anos, sua relevância diminuiu em meio a um cenário competitivo que se concentra em grandes plataformas.

A Origem do Sucesso

O Submarino foi criado em 1999 pelos empreendedores Antônio Bonchristiano, Marcelo Ballona e Flávio Jansen. O site nasceu a partir da aquisição da Booknet, uma das primeiras livrarias virtuais do país, e rapidamente se tornou um nome conhecido no comércio online. Com investimentos da GP Investimentos, a plataforma comercializava livros, brinquedos e CDs desde sua estreia.

Em seu primeiro mês, o Submarino já faturou R$ 1 milhão e, em quatro anos, conquistou 1 milhão de clientes, aproveitando o crescimento da internet no Brasil. A escolha do nome “Submarino” foi estratégica: ele era fácil de lembrar e tinha a mesma escrita em espanhol, o que ajudou a expandir a presença da marca na Argentina.

Crescimento e Mudanças

Em 2005, o Submarino realizou sua oferta inicial de ações (IPO) na Bolsa de Valores brasileira, levantando R$ 472 milhões. No entanto, em 2006, a situação mudou quando o Submarino foi adquirido pelo conglomerado Americanas, que já tinha uma presença forte no varejo físico.

Esse movimento levou à formação da B2W Digital, que passou a administrar o Submarino, Americanas e Shoptime. Os fundadores gradualmente deixaram a empresa, e a nova direção focou em unir as marcas sob um mesmo teto.

Desafios e Concorrência

Nos anos seguintes, o Submarino enfrentou dificuldades. O crescimento do comércio eletrônico trouxe a concorrência de grandes grupos como Via Varejo (Casas Bahia e Ponto Frio) e plataformas como Amazon, Mercado Livre, Shopee e Aliexpress.

Em 2021, a B2W Digital anunciou uma fusão com as Lojas Americanas, mas a situação financeira do grupo se deteriorou. Em 2023, surgiram irregularidades contábeis que resultaram em um rombo de R$ 25 bilhões, forçando o fechamento de lojas físicas e a suspensão de serviços, como o Ame Digital.

O Fim de uma Era

Em julho de 2024, a Americanas comunicou o encerramento das marcas Submarino e Shoptime, absorvendo ambas na identidade consolidada de Americanas. O objetivo declarado foi adotar uma nova estratégia de negócios que prioriza operações mais ágeis e eficientes no digital.

Assim, o Submarino, que foi um ícone do comércio eletrônico nos anos 2000 e 2010, deixou de existir como marca, mesmo enquanto a Americanas continua sua jornada no comércio eletrônico, ainda enfrentando desafios financeiros significativos.

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