06/02/2026
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O que é o bicho geográfico? Conheça essa condição de saúde

Quando o verão chega, muitos brasileiros aproveitam as férias na praia. Nesse período, é comum sentir a areia entre os pés, mas também é preciso estar atento a um problema de saúde que pode surgir: a larva migrans cutânea, popularmente conhecida como “bicho geográfico”.

Embora o nome possa parecer simples, quem já teve essa infecção sabe que o desconforto é significativo. Essa condição é frequente em regiões tropicais e pode afetar pessoas de todas as idades. Ela está relacionada, principalmente, a áreas onde circulam animais de estimação, como cães e gatos. Mas como o bicho geográfico se instala na pele e como podemos lidar com isso?

O que causa o bicho geográfico?

O bicho geográfico é geralmente causado por larvas de parasitas intestinais presentes em cães e gatos, sendo o Ancylostoma braziliense o mais comum. O ciclo de vida desse parasita começa no intestino dos animais infectados. Eles eliminam ovos nas fezes, que, ao entrarem em contato com solo quente e úmido, como o das praias ou de parques, liberam larvas.

Quando as pessoas pisam descalças ou se sentam em áreas contaminadas, as larvas podem penetrar na pele, o que inicia a infecção.

Por que o nome “bicho geográfico”?

O termo “bicho geográfico” descreve visualmente o sintoma da infecção. Como os humanos não são os hospedeiros naturais do parasita, a larva não consegue entrar nas camadas mais profundas da pele. Assim, ela permanece na epiderme e se movimenta, criando túneis que tornam-se visíveis e assemelham-se a um mapa, dando origem ao nome.

Sintomas e diagnóstico

Um dos principais sinais dessa infecção é uma marca avermelhada na pele que cresce com o tempo, além de causar coceira intensa, especialmente à noite. O diagnóstico é, na maioria das vezes, visual. Médicos, como clínicos gerais e dermatologistas, podem identificar a infecção apenas observando as lesões e levando em consideração o histórico de exposição da pessoa.

Do que a larva se alimenta?

Durante sua estadia na pele humana, o parasita não se alimenta do mesmo modo que quando está no intestino de um animal. Na pele, a larva extrai fluidos teciduais e células da epiderme para sobreviver. Sem tratamento, ela acabará morrendo após algumas semanas ou meses, pois não consegue completar seu ciclo de vida no corpo humano.

Tratamento

Embora a infecção possa desaparecer sozinha, o tratamento é importante para aliviar o desconforto. O objetivo é eliminar a larva rapidamente e controlar a coceira e a inflamação.

Os médicos costumam prescrever os seguintes tipos de medicamentos:

  • Via tópica: Para casos leves, pomadas com tiabendazol podem ser aplicadas diretamente nas lesões.
  • Via oral: Em casos mais graves, onde há múltiplas lesões, podem ser recomendados antiparasitários orais, como albendazol ou ivermectina.

É essencial evitar métodos caseiros, como aplicar gelo ou tentar remover a larva manualmente, pois isso pode aumentar o risco de infecções secundárias. Ao perceber qualquer linha vermelha movendo-se pela pele, o indicado é procurar um médico para receber o tratamento adequado.

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