04/02/2026
@»sejanoticia»O xadrez ignorado e a urgência de um alerta no Brasil

O xadrez ignorado e a urgência de um alerta no Brasil

Na madrugada de 3 de janeiro de 2026, uma operação militar dos Estados Unidos em Caracas resultou na captura de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela. Em menos de 30 minutos, as forças americanas conseguiram retirar Maduro de um bunker fortificado e levá-lo a um avião, que o transportou para Nova York, onde ele será julgado por narcoterrorismo. Essa ação teve repercussões imediatas, gerando reações diversas na comunidade internacional, com muitos criticando-a como um golpe ou uma violação da soberania.

Nos meses anteriores à operação, muitos analistas já haviam alertado para um possível desenlace dessa natureza, analisando a nova estratégia dos Estados Unidos e as alianças da Venezuela com nações como China e Rússia. O regime de Maduro, que sucedeu Hugo Chávez após sua morte em 2013, se aprofundou em práticas autoritárias, como a fraude nas eleições de 2024, que impediram a oposição de se fazer ouvir.

Sob a administração de Maduro, a Venezuela enfrentou uma grave crise, com cerca de 8 milhões de seus cidadãos deixando o país, o que representa cerca de 30% da população. A repressão política se intensificou, com prisões de opositores e fechamento de veículos de comunicação. Além da crise interna, o governo venezuelano foi acusado de estar envolvido com redes de narcotráfico, situação que levou os Estados Unidos a indiciar Maduro em 2020.

Embora a prisão de Maduro tenha gerado uma onda de críticas ao que muitos consideraram uma intervenção americana, as circunstâncias favoráveis ao governo venezuelano eram, na verdade, resultado de anos de autoritarismo e corrupção que minaram a democracia no país. Esse contexto gera uma reflexão sobre a legitimidade da ação dos Estados Unidos diante de um governo que já não respeitava os direitos democráticos.

Além disso, a operação foi um movimento estratégico no cenário global, onde a Venezuela se tornava um ponto de apoio para adversários dos EUA, como a Rússia e o Irã. Este país também estava alinhado à iniciativa de infraestrutura da China, favorecendo a expansão de influência chinesa na América Latina. A situação na Venezuela se tornou uma ferramenta geopolítica, com implicações que vão além de suas fronteiras e envolvem interesses em energia e segurança regional.

Militarmente, a operação americana demonstrou uma precisão significativa, com o sistema de defesa da Venezuela sendo rapidamente neutralizado. A CIA havia se infiltrado no país meses antes, coletando informações cruciais sobre Maduro e sua segurança, o que facilitou a rápida execução da missão.

Esse episódio também reabre discussões sobre a política externa dos Estados Unidos, especificamente a Doutrina Monroe, que estabelece que potências externas não devem interferir na América Latina. A recente ação militar ressalta a intenção dos EUA de evitar que alianças hostis floresçam na região.

O Brasil-seu governo, sob Lula, criticou a intervenção, defendendo uma abordagem diplomática, mas essa postura pode ser insuficiente frente a um novo cenário geopolítico. O tempo da ambiguidade nas relações da América Latina com os Estados Unidos parece ter chegado ao fim. Ao mesmo tempo, a experiência da Venezuela serve como um alerta sobre o enrijecimento do autoritarismo e a fragilidade das instituições democráticas em países da região.

O ambiente político na América Latina está em transformação, e as eleições de 2026 no Brasil poderão ser impactadas por essas mudanças. Os candidatos que entenderem a nova dinâmica global e se adequarem a essa realidade terão vantagem, enquanto os que persistirem em narrativas ultrapassadas podem encontrar dificuldades.

Em síntese, a situação geopolítica na Venezuela e a captura de Maduro marcam uma nova fase nas relações internacionais, com potencial impacto na política brasileira e nas futuras interações do país com seus vizinhos e potências globais. As consequências disso certamente serão sentidas em todo o continente.

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