04/02/2026
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Observatório de saúde da população negra surge para combater desigualdades

O Observatório de Saúde da População Negra foi lançado na terça-feira, 18 de novembro, como um esforço para promover a equidade em saúde no país. A iniciativa se alinha às diretrizes da 17ª Conferência Nacional de Saúde e tem como objetivo monitorar e avaliar as políticas públicas que atendem essa população, visando melhorar o acesso e a qualidade da atenção à saúde. A parceria entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o Ministério da Saúde resultou neste projeto, que se apresenta como uma ferramenta essencial para coletar e analisar dados sobre a política voltada para a saúde integral da população negra.

O Observatório foi criada a partir de um trabalho colaborativo que envolveu gestores, pesquisadores, profissionais de saúde, movimentos sociais e representantes da sociedade civil. Com o princípio da “Saúde sem racismo”, a proposta é ser um canal que dissemina informações científicas e culturais relacionadas à Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN). O foco é facilitar a tomada de decisões e apoiar a promoção da equidade racial.

Durante a solenidade de lançamento, Mario Moreira, presidente da Fiocruz, destacou a importância do Observatório como um marco no combate às desigualdades sociais que persistem no país. Ele ressaltou que a criação desse espaço é fundamental para fortalecer políticas públicas direcionadas à população negra e chamou atenção para a necessidade de dados científicos que abordem questões centrais da saúde pública, como segurança, moradia e serviços de saúde.

Marco Menezes, diretor da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, destacou que o Observatório é um instrumento importante para os movimentos sociais e o controle social. Ele enfatizou que a iniciativa será uma fonte de informação e fomentará o diálogo entre as instituições e a sociedade.

Marly Cruz, coordenadora do Observatório e vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, mencionou que o Novembro Negro é um momento de celebração e luta antirracista, destacando que o projeto serve como um espaço de compartilhamento e formação. Segundo ela, as disparidades nas políticas de saúde afetam diretamente a população negra, tornando essencial a união social e política para promover mudanças significativas.

Márcia Alves, pesquisadora da UFRJ e gestora da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, enfatizou a importância da iniciativa como uma forma de honrar a memória da população negra e fortalecer a luta por equidade. Ela pediu um compromisso coletivo para que o Observatório avance e atinja seus objetivos.

O evento também contou com a presença de representantes de várias instituições, que reaffirmaram a importância da luta antirracista e o papel do Observatório na agenda de saúde pública. O Observatório servirá como um recurso onde podem ser encontrados dados sobre a implementação da PNSIPN, refletindo a realidade das políticas de saúde nas diferentes regiões do país.

Durante a cerimônia, foram apresentados resultados e experiências de outros observatórios que abordam políticas de saúde, com o objetivo de compartilhar conhecimento e práticas que contribuam para a melhoria da saúde da população negra.

O site do Observatório será atualizado constantemente e estará disponível para uso das comunidades e gestores públicos, proporcionando um espaço acessível para a troca de informações. Além disso, haverá uma seção chamada “Negrapedia”, que permitirá a colaboração no compartilhamento de conhecimento sobre a saúde da população negra.

O projeto é visto como uma contribuição importante para o fortalecimento da memória e da identidade da população negra, buscando promover ações que garantam um atendimento de saúde mais justo e equitativo.

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