06/02/2026
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OMS revela impacto da solidão na saúde global

A solidão se tornou um grave problema de saúde pública em várias partes do mundo. Um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que cerca de 1 milhão de pessoas morrem anualmente em decorrência da falta de relacionamentos sociais, o que representa aproximadamente 100 mortes por hora. O estudo destaca a importância das conexões humanas para o bem-estar físico e emocional, ressaltando a necessidade de políticas públicas que abordem essa questão.

Conforme o relatório, aproximadamente uma em cada seis pessoas enfrenta solidão, que pode ser causada por fatores como viver sozinho, limitações de saúde, barreiras estruturais e falta de acesso à tecnologia. A OMS esclarece a diferença entre solidão, que é uma sensação de desconexão, e isolamento social, que é a ausência real de contatos e relações no cotidiano.

Embora a solidão seja frequentemente associada à terceira idade, ela afeta pessoas de todas as idades. Estudos indicam que 21% dos adolescentes entre 13 e 17 anos e 17,4% dos jovens de 18 a 29 anos relatam se sentir solitários. A situação é ainda mais alarmante em países de baixa renda, onde cerca de uma em cada quatro pessoas se sente isolada. Grupos como migrantes, pessoas com deficiência e a comunidade LGBTQIA+ enfrentam grandes dificuldades para estabelecer vínculos sociais.

Além disso, o isolamento pode levar a comportamentos nocivos, como sedentarismo, tabagismo e o consumo excessivo de álcool, além de reduzir a adesão a tratamentos médicos. Pesquisas, incluindo as de especialistas como o psiquiatra Luiz Zoldan, mostram que viver sozinho eleva o risco de doenças cardiovasculares, transtornos de ansiedade e depressão, além de acelerar o declínio cognitivo. Segundo Zoldan, manter relações sociais saudáveis pode aumentar em até 50% as chances de sobrevivência em comparação com pessoas isoladas.

A ciência também relaciona a falta de interação social a impactos diretos no corpo. Esse isolamento pode ativar respostas de estresse que prejudicam os sistemas imunológico, endócrino e cardiovascular, causando alterações hormonais e processos inflamatórios que estão ligados a doenças crônicas. Para a OMS, fortalecer os laços sociais é essencial, não apenas para o bem-estar individual, mas também como uma estratégia fundamental para garantir comunidades mais saudáveis. Essa questão deve ser tratada como uma prioridade nas políticas de saúde pública.

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