31/03/2026
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Ovelha geneticamente editada completa um ano; veja como está.

A primeira ovelha editada geneticamente completou um ano; saiba como ela está

Ovelha Geneticamente Editada Completa Um Ano com Resultados Promissores

No início de dezembro, a ovelha geneticamente editada chamada Tarmeem, que nasceu na Caxemira, Índia, completou um ano de vida. Os pesquisadores responsáveis pelo seu desenvolvimento afirmam que o animal apresenta um crescimento saudável e um aumento de massa muscular superior ao habitual.

Tarmeem nasceu após um processo de edição genética realizado na Universidade Agrícola Sher-e-Kashmir, utilizando a técnica CRISPR. Essa abordagem permitiu a desativação do gene miostatina, responsável por limitar o crescimento muscular. O objetivo é aumentar a produtividade na criação de ovinos e, a longo prazo, melhorar a segurança alimentar na região.

Além de Tarmeem, sua irmã gêmea não editada serve como comparação direta, permitindo observar as diferenças em saúde e desempenho. Segundo os cientistas, Tarmeem já apresenta cerca de 10% mais massa muscular do que sua gêmea.

Desenvolvimento e Resultados da Edição Genética

O uso de CRISPR é comparado a uma “tesoura molecular”, permitindo ajustes precisos no DNA. No caso de Tarmeem, a equipe extraía embriões de ovelhas grávidas e realizava a edição do gene miostatina, promovendo um crescimento muscular mais robusto. Após a edição, os embriões eram transferidos para o útero de fêmeas receptoras.

O acompanhamento ao longo do primeiro ano de vida mostrou que Tarmeem mantém parâmetros fisiológicos e bioquímicos normais. O professor Riaz Shah, líder do projeto, destacou que o aumento significativo de massa muscular é um sinal de sucesso. O animal continua vivendo sob observação, em um ambiente controlado, e um projeto de financiamento busca ampliar as pesquisas.

Desafios e Impactos Potenciais

A pesquisa levou sete anos e envolveu uma equipe de oito pesquisadores que enfrentaram diversas dificuldades, incluindo nascimentos e perdas gestacionais, até obter sucesso. Com a técnica padronizada, acredita-se que futuramente a taxa de sucesso pode aumentar.

Os impactos potenciais da edição genética são significativos. A Caxemira consome uma grande quantidade de carne ovina, mas a produção local é insuficiente. Para o vice-reitor da universidade, a edição genética pode ser uma solução para desafios relacionados à pressão sobre recursos naturais e segurança alimentar. Com esse método, é possível aumentar o peso corporal de ovelhas em até 30%, contribuindo para uma produção sustentável, utilizando menos animais para obter a mesma quantidade de carne.

É importante salientar que a edição genética se diferencia da modificação genética tradicional. Enquanto a edição envolve ajustes nos próprios genes, a modificação pode incluir a inserção de genes de outras espécies. Essa distinção gera diferentes regulações ao redor do mundo. Alguns países, como Argentina e Japão, já permitem o consumo de animais geneticamente editados, enquanto a União Europeia mantém regras mais rígidas.

Na Índia, por enquanto, a regulamentação sobre animais editados, como Tarmeem, está em discussão. O sucesso dessa experiência poderá abrir portas para a aplicação da técnica em outros animais, como suínos e aves, o que promete um futuro mais eficiente para a produção de proteínas no país.

A continuidade desse projeto depende de rigor científico e de clareza nas regulamentações, visando não apenas o aumento de muscle, mas também o bem-estar dos animais e a segurança alimentar. Para o consumidor, isso pode resultar em carnes mais acessíveis e cadeias produtivas mais eficientes. Tarmeem se apresenta como um exemplo do avanço científico necessário para enfrentar os desafios da segurança alimentar no futuro.

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