Cuidados Paliativos: Um Apoio Essencial para Pacientes com Câncer
Os cuidados paliativos são uma parte importante da jornada de muitas pessoas que enfrentam o câncer e outras doenças graves. Eles buscam melhorar a qualidade de vida do paciente, ajudando a lidar com os sintomas e os efeitos colaterais dos tratamentos.
Na Universidade do Colorado, por exemplo, além das terapias tradicionais, os pacientes têm acesso a esses cuidados que visam oferecer suporte emocional e físico. Os cuidados paliativos ajudam nas dificuldades apresentadas pelos diagnósticos, como dores, e também auxiliam nas decisões sobre o tratamento.
Esses cuidados podem ser muito úteis em qualquer fase da doença, inclusive nas etapas finais. Um exemplo é o cuidado em hospice, que inclui muitos elementos dos cuidados paliativos, ajudando a gerenciar melhor os sintomas nesse momento delicado.
Stacy Fischer, médica e pesquisadora da Universidade, trabalha há 25 anos focando em melhorar os resultados dos cuidados paliativos. Para ela, é crucial que o paciente não apenas receba tratamento, mas também seja ouvido em suas necessidades e desejos.
O Que São Cuidados Paliativos?
Os cuidados paliativos abordam os sintomas e o sofrimento provenientes de doenças graves, considerando cada paciente como um todo. Essa prática reconhece que, junto com a doença, vêm muitos desafios físicos e emocionais.
O objetivo é entender o que é mais importante para o paciente. Quais são suas aspirações? Muitas vezes, o que desejam é estar em casa com a família, passar tempo com amigos ou até realizar uma viagem especial. A medicina pode auxiliar esses desejos. Contudo, em algumas situações, o tratamento pode atrapalhar esses planos.
Os cuidados paliativos ajudam o paciente a priorizar suas necessidades, tomando decisões que se alinhem com seus objetivos e valores de vida.
Quando Precisamos de Cuidados Paliativos?
Profissionais de saúde sugerem que esses cuidados sejam introduzidos cedo, especialmente quando a pessoa recebe um diagnóstico grave de câncer. O quanto antes eles forem integrados, mais controle sobre os sintomas e a qualidade de vida terão ao longo do tratamento.
Pesquisas indicam que iniciar os cuidados paliativos em estágios iniciais pode resultar em uma melhor qualidade de vida e, em alguns casos, até mesmo aumentar a sobrevida dos pacientes. Assim, pode-se afirmar que todos com diagnósticos graves podem se beneficiar desse apoio.
Quando Perguntar ao Médico Sobre Cuidados Paliativos?
Se um paciente está enfrentando sintomas difíceis de controlar, como náuseas, vômitos ou dores, é um bom momento para buscar cuidados paliativos. Também é indicado buscar esse suporte ao tomar decisões difíceis sobre o próximo passo do tratamento.
Embora os tratamentos possam realmente trazer muitos benefícios, também vêm acompanhados de efeitos colaterais. Por exemplo, a quimioterapia pode causar náuseas ou dor nas mãos e pés. Além disso, várias terapias requerem idas frequentes ao hospital ou clínicas, o que pode ser desgastante.
Dessa forma, ao decidir sobre um tratamento, é essencial pesar os prós e contras, considerando que cada pessoa pode ter necessidades e soluções distintas ao longo do tempo.
Quem Oferece Cuidados Paliativos?
Os cuidados paliativos são mais eficazes quando realizados por uma equipe multidisciplinar. Na Universidade do Colorado, essa equipe pode incluir médicos, enfermeiros, assistentes sociais, capelães e até terapeutas musicais.
Além do atendimento nas clínicas, há também o cuidado paliativo comunitário, que pode ser realizado em casa. Normalmente um enfermeiro ou enfermeiro praticante visita mensalmente para acompanhar ou ajudar o paciente.
O Papel das Famílias e Cuidadoras
Nesses atendimentos, é comum que familiares e amigos estejam presentes, seja fisicamente ou por chamadas de vídeo. Isso é importante, pois a decisão sobre saúde raramente é feita isoladamente. Compartilhar essa experiência com quem é querido pode beneficiar muito o paciente.
Na clínica, a presença de um familiar nas consultas é comum e pode trazer mais conforto. As famílias desempenham um papel crucial em todo o processo, ajudando a tomar decisões que impactam a vida do paciente.
Quando Mudar de Cuidados Paliativos para Hospice?
Pode haver momentos em que é necessário considerar a transição dos cuidados paliativos para o hospice. Isso tende a acontecer quando o paciente opta por não retornar ao hospital ou clínicas e prefere ficar em casa.
Outro sinal é quando o paciente decide que não quer mais se submeter a tratamentos agressivos. Em algumas situações, como após várias sessões de quimioterapia, o corpo pode não responder bem ao tratamento, fazendo com que seja necessário repensar os cuidados.
Quando um paciente passa a ficar mais tempo na cama, isso pode indicar que os tratamentos tradicionais não são mais eficazes e, por isso, é hora de considerar os cuidados em hospice, que podem ser mais confortáveis.
Pesquisas para Melhorar os Cuidados Paliativos
Atualmente, há diversas pesquisas sendo realizadas para melhorar os cuidados paliativos. Um dos projetos relevantes é o chamado ASCENT, que visa avançar a ciência dessa área em todas as etapas da vida.
A busca por inovações nesse campo é intensa e pode trazer novas abordagens que tornam os cuidados paliativos ainda mais acessíveis e eficazes para quem precisa.
Em resumo, os cuidados paliativos oferecem um suporte valioso durante a jornada de uma doença grave, focando no bem-estar e na qualidade de vida do paciente, ajudando a lidar com os desafios que surgem ao longo do caminho.