04/02/2026
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Pesquisa revela como funciona o tempo em Marte

Os relógios de Marte avançam, em média, 477 microssegundos (ou milionésimos de segundo) por dia em relação à Terra -  (crédito: Divulgação/NASA)

A Teoria da Relatividade, proposta por Albert Einstein há cerca de 100 anos, mostra que o tempo é influenciado por diversas variáveis, como a gravidade. Essa complexidade torna difícil a sincronização dos relógios na Terra, e a situação se complica ainda mais quando pensamos no Sistema Solar. Recentemente, cientistas do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST) avançaram na exploração do tempo em Marte e conseguiram responder à pergunta: que horas são no Planeta Vermelho?

O físico Bijunath Patla, do NIST, destaca que essa descoberta é um passo importante para as futuras missões espaciais, pois ajudará a melhorar a sincronização na navegação e comunicação em todo o Sistema Solar. Ele afirma que estamos mais próximos de realizar a visão de ficção científica de expandir a presença humana por outros planetas.

Patla enfatiza a relevância de saber como funciona o tempo em Marte, já que essa informação não era conhecida até agora. Compreender como os relógios operam em diferentes contextos ajuda a esclarecer a teoria da relatividade e suas implicações em cálculos complexos.

Os cientistas basearam seus estudos em dados já existentes sobre Marte, que possui dias e anos mais longos que os da Terra. O dia marciano dura cerca de 40 minutos a mais do que o dia terrestre, enquanto um ano em Marte equivale a aproximadamente 687 dias ou 1,88 anos da Terra. Contudo, para entender o funcionamento dos segundos nesse planeta, foi necessário um aprofundamento maior nas pesquisas.

Além da gravidade em Marte, os cientistas também consideraram a distância do planeta em relação ao Sol e outros corpos celestes, assim como o seu padrão orbital. A órbita excêntrica de Marte gera variações no tempo que podem ser significativas. Isso faz com que os relógios marcianos avancem mais rápido do que os da Terra, resultando em uma diferença média de 477 microssegundos por dia. Essa variação pode oscilar entre 251 e 703 microssegundos.

Embora essa diferença pareça minúscula, ela é crucial para manter uma comunicação precisa. Por exemplo, o padrão de tecnologia 5G exige uma precisão de até 0,1 microssegundo para transmissões em tempo real. Além disso, a comunicação entre a Terra e Marte já enfrenta um atraso que pode variar de 4 a 24 minutos.

Neil Ashby, outro físico do NIST envolvido na pesquisa, destaca a importância de estudar a navegação em outros planetas e luas, mesmo que ainda demore décadas para que Marte seja explorado por veículos. Ele enfatiza que esses novos sistemas de navegação requerem relógios ultra-precisos, semelhantes aos que usamos atualmente em GPS.

A pesquisa sobre como o tempo funciona em Marte não apenas amplia o nosso conhecimento sobre o Planeta Vermelho, mas também abre caminho para o futuro das missões espaciais e a construção de sistemas de navegação eficientes em ambientes distantes.

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