05/02/2026
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Planos de saúde têm lucro de R$ 4,8 bilhões no 3º trimestre

As operadoras de planos de saúde no Brasil registraram um lucro líquido de R$ 4,8 bilhões no terceiro trimestre de 2025, segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Esse valor representa um aumento de 64,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o lucro foi de R$ 2,9 bilhões. Este é o maior lucro registrado para esse período desde que a ANS começou a compilar esses dados em 2018.

O lucro líquido inclui os resultados das operações, finanças e aspectos patrimoniais, além dos efeitos de impostos. Em termos operacionais, as operadoras atingiram um lucro de R$ 2 bilhões no terceiro trimestre de 2025, o melhor resultado desde 2020, quando, ainda em meio à pandemia, esse número alcançou R$ 4,6 bilhões. Esse cálculo se refere à diferença entre as receitas obtidas com as mensalidades e as despesas ligadas a atendimentos, administração e venda dos serviços.

No mesmo período, o resultado financeiro das operadoras foi de R$ 4,2 bilhões, um valor recorde nos juros altos prevalecentes. Este montante inclui ganhos provenientes de aplicações financeiras.

Jorge Aquino, diretor de normas e habilitação das operadoras da ANS, comentou que, embora os números reflitam um momento positivo para as empresas, existem preocupações com cerca de 7,5 milhões de beneficiários que estão sob regimes especiais de monitoramento econômico-financeiro. Esses regimes incluem direções fiscais, programas de adequação e cancelamentos de registros.

Até setembro de 2025, o lucro líquido acumulado das operadoras alcançou R$ 17,2 bilhões, superando a marca anterior de R$ 15 bilhões registrada nos primeiros nove meses de 2020. O lucro operacional acumulado também cresceu, alcançando R$ 8,3 bilhões, superior aos R$ 3 bilhões do mesmo período de 2024. Historicamente, apenas 2020 apresentou um número mais alto, com R$ 17,5 bilhões.

O lucro financeiro do setor até agora somou R$ 11 bilhões, cifra inigualável desde 2018.

Entretanto, o setor de planos de saúde tem enfrentado críticas de consumidores ao longo dos últimos anos, que reclamam de problemas como o cancelamento de contratos e os aumentos nas mensalidades. As operadoras, por outro lado, argumentam que precisam lidar com o aumento dos custos dos serviços, especialmente devido à incorporação de novas tecnologias e ao envelhecimento da população, que demanda mais atendimentos.

Em uma entrevista recente, o novo diretor-presidente da ANS, Wadih Damous, expressou interesse em entender porque o setor reclama de prejuízos, mesmo apresentando lucro significativo. Ele apontou que deseja que a regulação dos planos de saúde leve em conta tanto as necessidades financeiras das empresas quanto as demandas dos consumidores.

Considerando todos os segmentos, incluindo planos de saúde médico-hospitalares, odontológicos e administradoras de benefícios, o lucro líquido totalizou R$ 5 bilhões no terceiro trimestre e R$ 17,9 bilhões acumulados até setembro de 2025, ambos recordes em termos nominais. A ANS também informou que o setor registrou receitas de R$ 287,3 bilhões ao longo de janeiro a setembro de 2025, com um lucro de aproximadamente 6,2% sobre essa receita, o que equivale a cerca de R$ 6,20 de lucro para cada R$ 100 gerados. As administradoras de benefícios atuam como intermediárias e não operam planos de forma direta.

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