09/02/2026
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Pnuma aponta que investir em saúde pode aumentar PIB global

O custo de não agir contra a mudança climática já alcança trilhões de dólares por ano e esse valor continua a aumentar. Essa informação é de um relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), divulgado em Nairobi durante a sétima Assembleia Ambiental das Nações Unidas.

De acordo com o relatório, se o mundo manter o atual nível de poluição e degradação ambiental, o Produto Interno Bruto (PIB) global pode cair 4% até 2050 e até 20% até o final deste século. Ao contrário, investir em um clima mais estável e em ecossistemas saudáveis pode aumentar o PIB em trilhões de dólares, além de evitar milhões de mortes e tirar centenas de milhões de pessoas da pobreza.

A diretora executiva do Pnuma, Inger Andersen, enfatizou que o mundo precisa escolher um novo caminho para garantir um planeta mais saudável. Ela expressou preocupação com a possibilidade de a inação levar a consequências graves, principalmente para as populações mais vulneráveis. Em 2025, as emissões de gases de efeito estufa atingiram níveis recordes, tornando o ano um dos mais quentes já registrados.

O relatório, elaborado por 287 cientistas de 82 países, traz um plano de ação global. As mudanças propostas incluem investimentos em agricultura sustentável, restauração de ecossistemas e uso de energias limpas. Esses esforços, segundo os especialistas, podem resultar em trilhões a mais no PIB a cada ano.

Para reverter os danos ambientais, um investimento global de aproximadamente 8 trilhões de dólares anualmente será necessário para restaurar a biodiversidade e zerar as emissões líquidas de gases até 2050. Esse investimento é considerado alto, mas os cientistas alertam que o custo da inação é ainda maior. Nos últimos 20 anos, eventos climáticos extremos causaram prejuízos de cerca de 143 bilhões de dólares. Em 2019, os danos à saúde causados pela poluição do ar representaram 6% do PIB global, com custos projetados de até 25 trilhões de dólares até 2060.

O ano de 2025 foi marcado por resultados mistos em relação às questões climáticas. Embora os países não estejam avançando com a rapidez necessária para reduzir as emissões, houve progresso na limitação do aquecimento global, conforme acordado no Acordo de Paris de 2015. Entretanto, a Conferência do Clima da ONU não conseguiu chegar a um consenso sobre a eliminação do uso de combustíveis fósseis, o que deixou a diretora do Pnuma desapontada.

Andersen acredita que a transição para energias renováveis está se mostrando positiva. O custo da energia gerada por fontes renováveis, como solar e eólica, tem diminuído e se tornado competitiva em relação aos combustíveis fósseis, exemplificado pelo estado do Texas, nos EUA, que obtém uma parte significativa de sua eletricidade de fontes renováveis.

Ela também se sente otimista com o aumento do ativismo em torno da justiça climática, dizendo que a união de diversos grupos – empresas, jovens, cientistas e líderes religiosos – está criando um movimento forte por mudanças. Andersen destaca a importância de cada indivíduo se comprometer com o futuro das próximas gerações ao fazer suas escolhas nas urnas, considerando tanto seus interesses pessoais quanto o bem-estar dos filhos e netos.

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