A Secretaria Municipal de Saúde está promovendo esta semana um curso de atualização direcionado a agentes comunitários de saúde. O objetivo é reduzir a mortalidade materna e infantil na cidade. O curso é realizado na Faculdade Santo Agostinho (Fasa) e faz parte da política de educação continuada na atenção primária à saúde, em parceria com a Escola de Saúde Pública da Bahia.
Este curso está estruturado de forma híbrida, combinando atividades online e presenciais. Ao final, os 25 participantes deverão elaborar planos de ação para resolver problemas prioritários, com foco na saúde da mulher durante a gestação e no desenvolvimento das crianças.
Uma das agentes de saúde participantes, Jamile Novaes, que atua no bairro Miro Cairo, comentou sobre a importância do curso. Segundo ela, a região conta com muitas gestantes, e o curso aborda temas relevantes, como cuidados no pré-natal e o desenvolvimento infantil, questões que são frequentes no seu dia a dia.
Para enriquecer o conteúdo, a nutricionista Daniela Rocha, professora da Universidade Federal da Bahia, foi convidada a dar uma palestra sobre a importância da amamentação. Ela destacou que o aleitamento materno deve ser exclusivo até os seis meses e, após esse período, deve ser complementado com alimentos sólidos até os dois anos de idade ou mais. Daniela ressaltou que a amamentação é um processo de aprendizado tanto para a mãe quanto para o bebê e que muitas mães podem encontrar dificuldades, especialmente no início, precisando de apoio.
A coordenadora de saúde da mulher da Secretaria Municipal de Saúde, Gislany Fontes, enfatizou a participação ativa dos agentes de saúde no curso. Esta é a quinta edição do curso, que tem duração de sete dias. Durante esse período, os participantes utilizam uma plataforma virtual para realizar atividades e avaliações, além de compartilhar experiências com colegas de outras áreas do estado. Ao fim do curso, cada grupo desenvolverá um plano de ação focado em um problema específico que escolham abordar. Gislany afirmou que a orientação adequada e o acesso à informação são cruciais para a prevenção de situações adversas.
Diante do sucesso do curso, novas turmas estão programadas para o próximo ano, atendendo à demanda da comunidade. Gislany ressaltou que a formação contínua dos agentes comunitários de saúde é vital para melhorar a qualidade do atendimento e fortalecer a saúde pública, especialmente em áreas sensíveis como a saúde materno-infantil.
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