05/02/2026
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Pressão no ensino médio: experiências de uma vestibulanda

Como Conciliei Faculdades no Exterior e Vestibulares Brasileiros: Minha Jornada de Aprendizado

Desde o início do ano, eu estava na dúvida de como conseguiria focar em duas frentes: uma para estudar em faculdades no exterior e outra para os vestibulares brasileiros. Agora, após muitos meses de preparação e perto da prova do ENEM, percebo que foi uma jornada cheia de altos e baixos, mas que me levou a um caminho claro.

Estou me inscrevendo para cursos de ciências políticas e similares fora, e aqui no Brasil, pretendo usar minha nota do ENEM para gestão pública. Minha preparação para ambos os caminhos começou há anos, envolvendo atividades extracurriculares e muito estudo. Aprendi a usar uma preparação em uma área para ajudar na outra.

Por exemplo, quando me preparei para uma simulação da ONU, sabia que os temas debatidos poderiam aparecer em questões de vestibulares. Estudei os assuntos sobre países, como a Guerra da Coreia, e também temas globais, como a Conferência de Bandung. Comecei usando os guias de estudo da conferência e, em seguida, procurei por questões de vestibulares relacionadas para ampliar meu entendimento.

Nas atividades de pesquisa, nem sempre encontrava questões que relacionassem ao que estava estudando. Porém, tentei sempre aplicar o que aprendi nas redações. Por exemplo, ao pesquisar sobre o futuro do mercado da medicina, escrevi redações sobre saúde e envelhecimento populacional, conectando conhecimentos.

Ter autoconhecimento foi fundamental para lidar com essa jornada. Eu sabia que atividades extracurriculares me atraíam mais do que passar horas fazendo simulados. Para alguns, fazer provas do ENEM e da FUVEST pode ser mais interessante. Para mim, foi importante estabelecer uma rotina para simulados durante a semana.

Ao longo do ensino médio, criei uma frequência de estudos que se encaixava em cada ano. Nos dois primeiros anos, havia provas quase todos os sábados e, no terceiro ano, eram todos os sábados e às vezes em outros dias. Com a preocupação de manter minha média escolar, usei essas provas como uma forma de prática para os vestibulares, principalmente nas provas abertas, onde aprofundei o conteúdo.

Outro aspecto que achei muito importante é ter um bom relacionamento com os professores. A cada simulado ou exercício que fazia, sempre perguntava algo a eles. Não deixava acumular dúvidas e seguia essa rotina, já que sabia que teria prazos relacionados a atividade extracurriculares.

Criar grupos de apoio foi essencial. Seja com amigos ou em programas como o Prep Program, encontrei colegas para compartilhar dúvidas e experiências. Isso trouxe um sentimento de pertencimento. Saber que outros também estavam correndo atrás dos mesmos objetivos ajuda muito na hora de encarar desafios.

No entanto, o cenário de atividades extracurriculares no Brasil ainda é um pouco limitante. Felizmente, busquei essas oportunidades dentro do colégio e me conectei com pessoas que já faziam essas atividades. No meu antigo colégio, fundei a simulação da ONU. Junto com outras meninas, criamos um estatuto para o clube e nos reuníamos constantemente. Essa comunicação e momentos de interação, como almoços juntos, tornaram nossa conexão mais forte.

Em resumo, estar conectado com o mundo dos vestibulares e das atividades extracurriculares facilitou bastante o processo. Tive companhia nas conquistas e, principalmente, nos desafios. Fale com seus professores sobre sua participação nesses dois mundos e não tenha medo de tirar dúvidas.

Essa conciliação pode ser desafiadora e cai na intensidade, mas com autoconhecimento, você decidirá o que é melhor a cada passo.

Torço por todos os vestibulandos e candidatos! Lembrem-se de que nunca estamos sozinhos nessa, sempre há alguém ao nosso lado.

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