As primeiras imagens das gravações do filme Dark Horse, que retrata a vida de Jair Bolsonaro, foram divulgadas nas redes sociais neste fim de semana. Ao invés de causar entusiasmo, os vídeos geraram muitos comentários satíricos. Um dos trechos mais compartilhados mostra o ator interpretando Bolsonaro sendo carregado pela multidão, reencenando o atentado a faca que ocorreu em 2018. Esse clipe, rapidamente, se tornou alvo de memes que criticam a qualidade da atuação e a produção do filme.
No X (antigo Twitter), o jornalista Guga Noblat comentou a cena, afirmando que até a RedeTV faria melhor, o que gerou uma série de reações negativas. Nos comentários, os internautas destacaram a falta de realismo, mencionando que a cena parecia uma encenação amadora. Frases como “parece cena da Record/Mutantes” e “esqueceram do sangue também” foram comuns. Influenciadores também notaram o potencial do material para criar memes e piadas nas redes sociais.
Dark Horse, traduzido como “O Azarão”, é uma cinebiografia que pretende contar a campanha de 2018 e o atentado que Bolsonaro sofreu em Juiz de Fora (MG). O filme é dirigido por Cyrus Nowrasteh, conhecido por obras com forte apelo religioso e político, e o roteiro foi escrito por Mário Frias, ex-secretário de Cultura e atual deputado federal, que descreve Bolsonaro como “capitão do povo”. O ator Jim Caviezel, famoso por seu papel como Jesus em A Paixão de Cristo, é o responsável por interpretar o ex-presidente. A produção, filmada em inglês, está programada para ser lançada em 2026 e já teve gravações realizadas no Memorial da América Latina, em São Paulo. Outras cenas estão previstas para serem filmadas nos Estados Unidos e no México.
A produção do filme, no entanto, tem sido cercada de controvérsias. Antes do vazamento das cenas, a proposta gerava debates, com apoiadores de Bolsonaro aplaudindo a visão heroica e opositores criticando a tentativa de idealizar sua trajetória. Recentemente, denúncias de figurantes e técnicos que participaram das filmagens apontaram para condições de trabalho precárias, incluindo relatos de agressões físicas, falta de alimentação adequada e atrasos nos pagamentos.
Enquanto alguns grupos ligados a Bolsonaro ressaltam a produção como uma “superprodução internacional”, as cenas vazadas têm contribuído para uma percepção contrária nas redes sociais, fazendo com que muitos aleguem que o filme se aproxima mais de um produto de baixa qualidade do que da grandiosidade esperada. Atualmente, não há trailer oficial, apenas os clipes que circulam de forma informal. Assim, a cinebiografia de Jair Bolsonaro tem sua estreia, por enquanto, marcada pelas reações do público nas redes sociais, onde a expectativa se transformou em motivo de humor.