11/04/2026
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Projeto Saúde em Nossas Mãos diminui infecções em UTIs públicas

Um novo projeto chamado Saúde em Nossas Mãos, que envolve uma parceria entre hospitais de referência, conseguiu reduzir em 26% as infecções relacionadas à assistência à saúde nas UTIs de hospitais públicos, tanto para adultos quanto para crianças e recém-nascidos. Essa redução foi observada entre setembro de 2024 e outubro de 2025 e resultou em uma economia superior a R$ 150 milhões para o Sistema Único de Saúde (SUS).

A iniciativa é fruto do trabalho conjunto de instituições como o Hospital Oswaldo Cruz, a Beneficência Portuguesa de São Paulo, o Hospital Albert Einstein, o Hospital do Coração (HCor), o Hospital Moinhos de Vento e o Hospital Sírio-Libanês. O projeto faz parte do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS), que é promovido pelo Ministério da Saúde. O principal objetivo é prevenir infecções graves que podem acontecer em UTIs, com foco em três tipos: infecções de corrente sanguínea associadas a cateter venoso central, pneumonia relacionada à ventilação mecânica e infecções do trato urinário ligadas a cateteres vesicais.

Claudia Garcia, coordenadora geral do projeto, destacou que o Saúde em Nossas Mãos é mais do que uma iniciativa de redução de infecções; é também um espaço de aprendizado coletivo, onde profissionais de saúde compartilham conhecimentos e experiências. Ela ressaltou a importância das ações voltadas para combater essas infecções, que não apenas aumentam a morbidade e a mortalidade, mas também elevam os custos hospitalares. Muitas dessas infecções podem ser evitadas com práticas de prevenção eficazes.

A gravidade desse problema é acentuada por dados de saúde globais que indicam cerca de 3,5 milhões de mortes anualmente devido a infecções relacionadas à assistência à saúde. No contexto brasileiro, cada infecção que pode ser prevenida representa uma economia que varia entre R$ 60 mil e R$ 110 mil para o sistema de saúde. Com base nos resultados positivos que já foram alcançados, o projeto estabelece uma meta ambiciosa: reduzir essas infecções em 50% até o final de 2026.

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