06/02/2026
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Relatório aponta queda na imigração para os EUA em 2025

Em 2025, mais imigrantes deixaram os Estados Unidos do que os que conseguiram entrar, pela primeira vez em pelo menos cinquenta anos, conforme um relatório recente de economistas. O estudo, divulgado esta semana, destacou uma queda significativa nas entradas de imigrantes no país em comparação com 2024 e um aumento na atividade de fiscalização, resultando em remoções e saídas voluntárias.

O relatório estima que a migração líquida, que considera o número de entradas menos o de saídas, ficou entre -10 mil e -295 mil em 2025. Esse número negativo é um marco histórico, e a previsão é de que a migração líquida continue baixa ou negativa em 2026. A diminuição na migração pode impactar negativamente o crescimento da força de trabalho, do consumo e do produto interno bruto (PIB). As projeções indicam um crescimento de empregos entre 20 mil e 50 mil por mês no final de 2025, podendo até ser negativo em 2026.

Embora as deportações e as saídas de imigrantes recebam mais atenção na mídia, o relatório aponta que a desaceleração nas novas chegadas, especialmente por meio de programas humanitários e de refugiados, teve um efeito ainda maior sobre os fluxos de migração em 2025. Durante o primeiro ano do segundo mandato do governo Trump, políticas de imigração mais rigorosas resultaram em uma queda acentuada na imigração para os Estados Unidos. As expectativas são de que esse padrão de políticas restritivas e aumento na fiscalização continue ou se intensifique no próximo ano.

Durante a administração Biden, houve um aumento significativo na imigração, com 2 a 3 milhões de pessoas entrando nos Estados Unidos a cada ano. As recentes estatísticas de migração mostram uma mudança abrupta no cenário, que pode afetar diversos setores da economia. O relatório também menciona que suas estimativas de migração líquida contrariam algumas projeções de instituições como o Escritório de Orçamento do Congresso, que sugerem um aumento na migração líquida em 2025 em torno de 400 mil. Essa discrepância se deve a diferenças nas estimativas de deportações e na suposta resposta dos imigrantes às políticas de fiscalização.

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