23/03/2026
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Reunião sobre autarquização da saúde da Unicamp ocorre hoje à tarde

O reitor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Paulo Cesar Montagner, agendou para esta quinta-feira, 18 de outubro, às 15h, a retomada da 5ª reunião extraordinária do Conselho Universitário. A sessão será realizada de forma remota e tem como pauta principal a proposta de transformar a área da saúde da universidade em uma autarquia. O objetivo é expandir o serviço acadêmico e melhorar a gestão dos recursos.

Essa decisão foi tomada após duas tentativas de votação na terça-feira, que foram interrompidas devido a protestos de servidores e estudantes.

A proposta de autarquização visa integrar oito órgãos, que incluem o Hospital de Clínicas e o Caism (Centro de Atenção Integral à Saúde de Mulher), em uma nova estrutura administrativa. Essa estrutura contará com uma presidência, um conselho deliberativo e vários órgãos técnicos. A universidade justifica essa mudança dizendo que ela pode ajudar a reduzir custos, que devem alcançar R$ 1,1 bilhão até 2025, e permitir novos investimentos para abertura de vagas, ampliação de cursos e contratação de novos funcionários.

De acordo com o reitor Montagner, a transformação em autarquia é essencial para aumentar a quantidade de leitos e modernizar os hospitais da universidade, o que não tem sido viável no modelo atual de gestão.

Entretanto, a proposta encontra resistência significativa. Os servidores ligados à área da saúde decidiram manter a greve que começou na segunda-feira, com cerca de 30% da categoria participando. A paralisação deve continuar até pelo menos 23 de dezembro.

Em uma assembleia realizada na quarta-feira em frente ao Hospital de Clínicas, servidores e estudantes expressaram preocupações de que essa mudança poderia levar à precarização dos contratos de trabalho e à diminuição dos salários. O sindicato representativo da categoria alerta que todos os vínculos atuais serão alterados e há receio de que a qualidade do atendimento possa ser prejudicada.

Na terça-feira, os protestos se intensificaram. Manifestantes invadiram o local onde o Conselho Universitário tentava votar a proposta em duas ocasiões. Pela manhã, eles ocuparam a sala do conselho na reitoria, e à tarde, a reunião foi transferida para uma sala na Funcamp (Fundação de Desenvolvimento da Unicamp) e, mesmo assim, acabou sendo suspensa. A reitoria se manifestou lamentando os episódios, ressaltando que as ações ocorridas foram incompatíveis com os princípios democráticos da instituição.

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