22/02/2026
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Rússia pede que EUA libertem Maduro imediatamente

A Rússia emitiu um alerta neste sábado, pedindo aos Estados Unidos que libertem o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa. A declaração foi feita pelo Ministério das Relações Exteriores russo, que ressaltou a preocupação com a detenção do líder venezuelano.

Sergei Lavrov, o chanceler russo, declarou que, diante dos relatos que confirmam a presença de Maduro e sua esposa nos Estados Unidos, o governo russo pede à liderança americana que reconsidere sua posição. Ele destacou que Maduro é o presidente legalmente eleito de um país soberano.

Esse comunicado ocorre em meio a um aumento das tensões diplomáticas entre os Estados Unidos e Venezuela, especialmente após Donald Trump confirmar a captura do presidente venezuelano. Isso intensificou os debates internacionais e polarizou ainda mais a situação diplomática envolvendo Caracas e seus aliados.

Nesse mesmo dia, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou novas acusações contra Maduro, sua esposa e seu filho. O órgão acusou o presidente de transformar instituições do país em um centro de corrupção ligado ao narcotráfico, beneficiando-se financeiramente com isso. A acusação alimenta a ideia de que autoridades venezuelanas estariam enriquecendo por meio desses esquemas, enquanto grupos narcoterroristas operam no país, produzindo e transportando grandes quantidades de cocaína para os Estados Unidos.

Desde 2020, Maduro enfrenta processos nos EUA relacionados a narcoterrorismo e outras acusações envolvendo o tráfico de drogas. Investigações indicam que, ao longo de décadas, ele e seus colaboradores altos teriam oferecido proteção a grupos envolvidos no narcotráfico.

A procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, anunciou que Maduro será responsabilizado legalmente caso chegue ao país. O governo americano oferecia uma recompensa de 50 milhões de dólares por informações que levassem à captura do líder venezuelano, um valor que foi atualizado em agosto deste ano.

Enquanto isso, a situação política na Venezuela continua instável. O governo declarou emergência nacional e a oposição observa atentamente possíveis mudanças no poder.

Recentes relatos de testemunhas em Caracas indicaram explosões e voos de aeronaves sobre a cidade ao longo de cerca de 90 minutos. Moradores de áreas costeiras relataram que o céu apresentava uma coloração vermelha e que o chão tremia devido às explosões. Após os bombardeios, houve interrupções no fornecimento de energia em várias partes da capital.

Ao mesmo tempo, a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) proibiu a operação de aeronaves americanas no espaço aéreo venezuelano por questões de segurança. Trump chamou a ação militar de “operação brilhante” e anunciou uma coletiva de imprensa na Flórida para fornecer mais detalhes sobre a situação atual.

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