04/02/2026
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Sacrifício ou risco à saúde?

Dormir apenas três horas por dia: riscos e consequências

A prática de dormir apenas três horas por dia tem ganhado destaque, especialmente após a declaração da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, que afirma seguir essa rotina. Essa escolha levanta preocupações sobre os impactos negativos na saúde e no bem-estar das pessoas, especialmente em um mundo onde muitos buscam aumentar a produtividade sacrificando o sono.

Dormir menos do que o necessário pode trazer prejuízos significativos para a saúde física e mental. Pesquisadores alertam que a privação do sono está associada a uma série de problemas, incluindo o aumento do cansaço, irritabilidade e dificuldade de concentração. Isso ocorre porque o sono é crucial para o funcionamento adequado do corpo, ajudando na consolidação da memória, no reparo muscular e na regulação do sistema imunológico.

Estudos mostram que a privação crônica de sono pode interferir na produção de hormônios essenciais, afetando o equilíbrio emocional e aumentando o risco de doenças como diabetes, obesidade e problemas cardíacos. Além disso, a capacidade de aprender e tomar decisões pode ser comprometida. Embora o corpo possa até se adaptar parcialmente a essa falta de descanso nos primeiros dias, os efeitos prejudiciais se acumulam ao longo do tempo, levando a sintomas como dores de cabeça e maior propensão a acidentes.

Muitas pessoas se inspiram em líderes que afirmam dormir pouco e associam essa prática ao aumento da produtividade. Contudo, evidências científicas indicam que dormir menos não melhora a eficiência no trabalho. Na verdade, a falta de sono pode levar a quedas significativas no rendimento cognitivo, dificultando a resolução de problemas e aumentando o cansaço mental e físico.

O ideal, segundo especialistas, é que adultos durmam entre 7 e 9 horas por noite. Essa faixa é recomendada para a maioria da população, favorecendo tanto a saúde mental quanto a física. Existe uma pequena parcela da população, denominada “dormidores curtos naturais”, que consegue se manter saudável com menos horas de sono, mas essa condição é rara e não deve ser considerada um padrão.

É essencial prestar atenção ao próprio corpo e adaptar a rotina de sono às necessidades individuais. Manter horários regulares, evitar eletrônicos antes de dormir, e criar um ambiente confortável são algumas das dicas para garantir um sono de qualidade. Se a dificuldade para dormir persistir, é aconselhável procurar um profissional de saúde.

A privação constante de sono pode gerar problemas sérios de saúde, como distúrbios metabólicos, alterações hormonais e desgaste cardiovascular. Além disso, a falta de sono está ligada ao aumento da ansiedade, depressão e declínio cognitivo precoce, afetando a qualidade de vida. Nos relacionamentos, a irritabilidade proveniente da falta de descanso pode causar conflitos e problemas de convivência.

Cuidar do sono é fundamental para uma vida saudável e equilibrada. Embora algumas figuras públicas adotem rotinas incomuns, seguir recomendações baseadas em evidências científicas pode ser o melhor caminho para preservar a saúde física e mental a longo prazo, permitindo que as pessoas vivam de maneira mais produtiva e satisfatória.

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