Samsung Electronics tem planos ambiciosos para 2026, visando dobrar o número de seus dispositivos móveis com recursos de inteligência artificial, conhecidos como “Galaxy AI”. O co-CEO da empresa, TM Roh, afirmou que a meta é aumentar de 400 milhões para 800 milhões de unidades equipadas com essa tecnologia. Os recursos de Galaxy AI são impulsionados pelo modelo Gemini, desenvolvido pelo Google, e pelo assistente Bixby, da própria Samsung.
A Samsung, maior fabricante de dispositivos móveis que utiliza o sistema operacional Android, está buscando reforçar sua posição no mercado de smartphones e conquistar de volta espaço perdido para concorrentes como a Apple. Para isso, planeja integrar serviços de inteligência artificial em todos os seus produtos, não apenas em smartphones e tablets, mas também em dispositivos como TVs e eletrodomésticos.
Além disso, a empresa não é imune à atual escassez global de chips de memória, que impacta negativamente suas margens de lucro na área de smartphones. Roh ressaltou que a situação é extraordinária e afeta toda a indústria de eletrônicos, o que pode levar a aumentos de preços inevitáveis. No entanto, a Samsung está buscando parcerias para desenvolver estratégias a longo prazo que minimizem esses efeitos.
As pesquisas da Samsung mostram que a conscientização sobre sua tecnologia Galaxy AI aumentou significativamente, subindo de 30% para 80% em apenas um ano. Roh acredita que, embora a tecnologia de inteligência artificial possa parecer incerta no momento, nos próximos seis meses a um ano, essa tecnologia se tornará mais comum.
O mercado de smartphones deve enfrentar um retrocesso no próximo ano devido à escassez de chips, o que pode elevar os preços dos aparelhos. Apesar de a demanda por celulares dobráveis ter crescido desde que a Samsung apresentou essa linha em 2019, o crescimento tem sido mais lento do que o esperado. Roh observou que muitos consumidores que compram celulares dobráveis estão inclinados a repetir esse tipo de compra no futuro.
Atualmente, a Samsung detém cerca de dois terços do mercado global de smartphones dobráveis, mas enfrenta forte concorrência de marcas chinesas como a Huawei e da Apple, que planeja lançar seu primeiro celular dobrável em breve. Em contrapartida, os trabalhos da Samsung no setor de semicondutores prosperam devido à alta demanda, embora isso também a obrigue a lidar com custos crescentes devido à falta de componentes.
Com essa estratégia, a Samsung busca não apenas manter sua relevância no mercado, mas também superar a concorrência em um ambiente cada vez mais tecnológico e competitivo.