Na entrevista do programa JR ENTREVISTA, realizada na quarta-feira, 10 de dezembro, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, trouxe informações importantes sobre vacinação, políticas de saúde e cenário político do país. A jornalista Tainá Farfan foi a mediadora da conversa.
Padilha anunciou a chegada da primeira vacina 100% brasileira contra a dengue, resultado de uma parceria entre o Instituto Butantan e o Ministério da Saúde. Essa vacina é de dose única e protege contra os quatro tipos do vírus da dengue. Inicialmente, será disponibilizada para pessoas com 59 anos ou mais, seguindo uma faixa etária descendente, além de voluntários que participaram dos testes clínicos e profissionais de saúde da atenção primária e emergência.
O Butantan planeja produzir 9 milhões de doses no primeiro semestre de 2026 e entre 30 a 35 milhões no segundo semestre. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve registrar a vacina ainda nesta semana, com a vacinação começando em janeiro, priorizando inicialmente os profissionais de saúde. Além disso, o ministério continuará a vacinação internacional para adolescentes de 14 a 16 anos, que requer duas doses.
Em relação a medicamentos, o ministro informou que o governo vai acelerar o processo regulatório das canetas emagrecedoras fabricadas no Brasil. Com o término de algumas patentes previsto para o próximo ano, espera-se uma queda nos preços. O Ministério da Saúde também está financiando estudos para avaliar a inclusão dessas canetas no Sistema Único de Saúde (SUS), principalmente para pacientes que estão na fila para cirurgia bariátrica.
Padilha também abordou o clima político em Brasília, comentando a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). Ele expressou a expectativa de retomar o diálogo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que recentemente elogiou iniciativas do governo no estado do Amapá. Padilha ressaltou que o presidente Lula tem buscado constantemente o diálogo com os líderes do Poder Legislativo.
No que diz respeito ao cenário eleitoral de 2026, Padilha analisou a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência. Ele acredita que essa tentativa é uma forma de Jair Bolsonaro manter influência sobre uma direita que, segundo ele, está fragmentada. O ministro defendeu que o governo atual deve formar uma frente ampla progressista para as próximas eleições, destacando que o atual governo já conta com ministros de diferentes espectros políticos, incluindo o centro e centro-direita.
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