09/02/2026
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Saúde apresenta guia nacional de triagem auditiva neonatal

No final de novembro, o Ministério da Saúde anunciou o lançamento do novo Guia Nacional da Triagem Auditiva Neonatal (TAN). O guia servirá como um guia para o cuidado auditivo de recém-nascidos em todo o país. A atualização do documento visa aprimorar os critérios de avaliação, melhorar o fluxo de atendimento e padronizar os procedimentos em maternidades, unidades de saúde e serviços especializados. O principal objetivo é permitir um diagnóstico precoce da perda auditiva e facilitar o acesso ao tratamento.

O lançamento ocorreu durante o 33º Congresso Brasileiro de Fonoaudiologia, realizado em São Paulo, e contou com a presença de representantes do Ministério da Saúde e especialistas da área. De acordo com o ministério, a revisão do guia faz parte de um esforço nacional para garantir que mais crianças desenvolvam suas habilidades de linguagem e comunicação desde os primeiros dias de vida.

### Novidades no Diagnóstico

Antes da nova atualização, todos os recém-nascidos eram submetidos aos mesmos exames auditivos iniciais, que incluem as emissões otoacústicas e o teste BERA (potencial evocado auditivo). Com a nova versão do guia, os indicadores de risco foram revisados. Agora, a avaliação auditiva será ajustada de acordo com o perfil clínico de cada bebê.

Por exemplo, recém-nascidos que ficam internados por mais de cinco dias em unidades de terapia intensiva neonatal são identificados como um grupo de maior risco para perda auditiva. Com o novo protocolo, esses bebês serão encaminhados diretamente para o teste BERA, o que aumenta a precisão no diagnóstico e otimiza a utilização dos recursos disponíveis.

Além de melhorar a qualidade da triagem, essa mudança busca reduzir as listas de espera para testes e reavaliações, acelerando o atendimento e ampliando o acesso.

### Retos para a Ampliação da Cobertura

Entre 2023 e 2024, a cobertura da Triagem Auditiva Neonatal no país atingiu 42%, com a meta de chegar a 70%. Em 2025, esse número subiu para 46%. Apenas cinco estados conseguiram ultrapassar 60% de cobertura, sendo o Distrito Federal o líder, com 95%.

O Ministério da Saúde informou que está investindo na aquisição de equipamentos, no apoio a gestores locais e na capacitação de equipes, para garantir que nenhum bebê fique sem realizar o teste auditivo. Segundo Arthur Medeiros, da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde, “garantir a identificação precoce e o acompanhamento de qualidade é assegurar que toda criança tenha o direito ao pleno desenvolvimento da linguagem e à participação social”.

A Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia também elogiou a iniciativa, ressaltando que o novo guia reforça a padronização e a qualidade da Rede de Atenção Auditiva no Sistema Único de Saúde (SUS).

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