05/02/2026
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Saúde destina R$ 9,8 bi para ajustar SUS às mudanças climáticas

O Ministério da Saúde anunciou um investimento de R$ 9,8 bilhões para adaptar o Sistema Único de Saúde (SUS) às mudanças climáticas. Este investimento inclui a construção de novas unidades de saúde e a compra de equipamentos que resistam a eventos climáticos severos.

As iniciativas fazem parte do plano chamado AdaptaSUS, que foi apresentado na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, realizada em Belém. A proposta visa melhorar a infraestrutura do sistema de saúde para lidar com os impactos adversos das mudanças climáticas.

O anúncio foi feito durante o 14º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, onde o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que a crise climática representa um grande desafio para a saúde pública. Ele lembrou que, globalmente, um em cada doze hospitais encerra temporariamente suas atividades devido a desastres naturais.

Durante o evento, Padilha lançou o Guia Nacional de Unidades de Saúde Resilientes. Este guia serve como um recurso para orientar a construção e adaptação de unidades básicas de saúde, unidades de pronto atendimento e hospitais, garantindo que sejam capazes de suportar condições climáticas adversas.

O ministério informou que o guia será parte dos projetos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC Saúde). Ele traz diretrizes sobre a construção de estruturas mais robustas, a autonomia em termos de energia e água, e padrões de segurança.

Além disso, foi criado um grupo técnico que terá a responsabilidade de detalhar as diretrizes de resiliência. Esse grupo é composto por especialistas do ministério, da Fundação Oswaldo Cruz, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, da Organização Panamericana da Saúde e de conselhos de saúde.

Outro ponto abordado durante o congresso foi a criação da Instância Nacional de Ética em Pesquisa (Inaep). Este novo órgão tem como objetivo modernizar a avaliação ética em pesquisas que envolvam seres humanos no Brasil. A proposta busca agilizar os processos de análise, evitar duplicidades, definir critérios de risco e regular biobancos, alinhando o país às melhores práticas internacionais e aumentando sua participação em pesquisas clínicas globais.

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