06/02/2026
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Saúde do DF amplia suporte a pacientes ostomizados

Diagnóstico e tratamento do câncer no intestino: a experiência de Renato Assumpção

Renato Assumpção, um homem de 55 anos, sempre teve um cuidado especial com a saúde. No entanto, apesar de fazer regularmente seus exames médicos, ele começou a notar um desconforto persistente após as refeições. “Fiz vários exames, mas nada explicava o que estava acontecendo. Foi só depois que o gastroenterologista pediu uma colonoscopia que conseguimos descobrir o que era”, explica Renato. Em fevereiro de 2020, ele foi diagnosticado com câncer no intestino grosso.

Após o diagnóstico, Renato passou por uma cirurgia alguns meses depois. A expectativa inicial era de que ele não precisasse usar uma bolsa de colostomia. “Usei a bolsa por mais de um ano, achando que poderia revertê-la, mas, depois, descobri que o câncer também havia atingido o reto. Assim, a bolsa passou a ser definitiva”, afirma. Depois dessa fase, novos desafios surgiram. “Se eu ficava muito tempo em pé, enfrentava prolapsos. Não podia levantar pesos e dependia muito da minha esposa. Era um estresse constante”, relata.

O papel da reabilitação

Renato encontrou apoio no Centro Especializado em Reabilitação (CER) II de Taguatinga, que foi crucial na sua adaptação a essa nova fase de vida. “A equipe me atendeu com muita atenção e cuidado. No começo, eu ia ao centro a cada 15 dias para trocar a bolsa. Depois que aprendi a lidar com a situação, passei a ir apenas uma vez por mês”, conta.

O CER II de Taguatinga atende atualmente aproximadamente 498 pacientes com estomias. Esta unidade é aberta a cidadãos da Região de Saúde Sudoeste, que inclui Taguatinga, Vicente Pires, Águas Claras, Arniqueiras, Recanto das Emas e Samambaia. Kênia Cardoso, supervisora do CER II, destaca que a reabilitação é um processo contínuo e envolve a adaptação física, emocional e social dos pacientes. “Oferecemos orientações sobre cuidados com a estomia, escolha e manejo dos dispositivos coletores, prevenção de complicações e educação para o autocuidado”, explica.

A equipe do centro conta com três enfermeiras e duas técnicas de enfermagem que atendem os pacientes. Além disso, outros profissionais podem ser chamados quando necessário. A entrada no programa pode ser por iniciativa do paciente ou encaminhada por unidades de saúde, públicas ou privadas. As consultas ocorrem de acordo com a necessidade de cada um. A Secretaria de Saúde do Distrito Federal também possui outros 11 ambulatórios que oferecem atendimento similar em diferentes regiões.

O CER II de Taguatinga lançou recentemente um grupo chamado Multi Boas-Vindas Ostomia, especialmente para acolher novos pacientes. Este grupo promove conversas sobre os tipos de estomias e questões gastrointestinais, como diarreia, constipação e flatulência, além de enfatizar a importância do acompanhamento nutricional. Os encontros ocorrem mensalmente, sempre às 9h.

Conscientização sobre ostomia

No dia 16 de novembro, se comemora o Dia Nacional dos Ostomizados. Esta data foi criada pela Lei nº 11.506/2007 com o objetivo de aumentar a conscientização sobre a condição e combater o preconceito enfrentado por pessoas que passaram pelo procedimento de estomia.

Entendendo a estomia

A estomia é a criação de uma abertura que conecta um órgão ao exterior do corpo, podendo ser para funções como respiração, alimentação ou eliminação de resíduos. É frequentemente necessária em casos de malformações congênitas, tumores intestinais, doenças inflamatórias intestinais e traumas abdominais, entre outras razões. As mais comuns são a colostomia, ileostomia e urostomia, que requerem o uso de bolsas coletoras para a eliminação de fezes ou urina. No país, indivíduos com estomias são reconhecidos como pessoas com deficiência conforme a Lei nº 13.146/2015.

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