A Secretaria de Saúde do Distrito Federal recebeu uma menção positiva do Ministério da Saúde pelo seu desempenho no enfrentamento do surto de sarampo em 2025. O ministro destacou a eficácia da articulação técnica e a rápida resposta das equipes de vigilância como fundamentais para controlar a disseminação da doença.
A estratégia adotada pela secretaria possibilitou identificar rapidamente os casos suspeitos e prevenir novas infecções na região. Em 2025, foram notificados 72 casos, sendo que apenas um deles foi confirmado como importado, o que aconteceu após dois anos sem registros da doença. Nos anos de 2023 e 2024, 30 e 36 casos, respectivamente, foram descartados.
O secretário de Saúde, Juracy Lacerda, enfatizou que a resposta ágil do sistema de saúde reflete o comprometimento das equipes e a importância de agir com seriedade diante de questões de saúde pública. Ele também mencionou que esse resultado fortalece a proteção contra ameaças biológicas.
Após a confirmação do único caso positivo, a Secretaria iniciou um monitoramento intenso de 278 pessoas que tiveram contato próximo com o paciente infectado. Durante esse período, a pessoa ficou em isolamento em casa, enquanto as equipes de saúde realizavam vacinação seletiva e verificavam os cartões de vacina na área de risco.
As unidades de saúde, tanto públicas quanto privadas, foram informadas sobre os sintomas de alerta e as medidas a serem adotadas caso surgissem casos semelhantes. O sarampo é altamente contagioso e pode levar a complicações graves, tornando essenciais as intervenções de saúde rápida para prevenir surtos.
A vacinação é a principal forma de proteção contra o sarampo, que também previne a rubéola e a caxumba. As diretrizes do Programa Nacional de Imunização determinam que crianças de 12 meses a 29 anos devem receber duas doses da vacina, enquanto adultos de 30 a 59 anos devem tomar pelo menos uma. Profissionais de saúde precisam garantir duas doses, independentemente da faixa etária.
Se a população apresentar sintomas como febre, manchas vermelhas na pele, tosse ou conjuntivite, é recomendado que procure uma Unidade Básica de Saúde (UBS) levando o cartão de vacinação para uma avaliação adequada. A Secretaria continua a realizar campanhas de vacinação em regiões com grande movimentação de pessoas para aumentar a cobertura vacinal, especialmente em áreas prioritárias.