O Ministério da Saúde anunciou um investimento de R$ 9,8 bilhões para adaptar o Sistema Único de Saúde (SUS) em resposta às mudanças climáticas. A divulgação ocorreu no 14º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, no último domingo. A iniciativa faz parte do programa chamado AdaptaSUS, que foi apresentado durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, realizada em Belém.
As ações incluem a construção de novas unidades de saúde e a compra de equipamentos que suportem as alterações climáticas. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a crise climática como uma questão de saúde pública. Ele informou que, em todo o mundo, um em cada 12 hospitais enfrenta interrupções em suas atividades devido a eventos climáticos extremos.
Para complementar as ações, foi apresentado o Guia Nacional de Unidades de Saúde Resilientes. Esse guia oferece orientações sobre como construir e adaptar unidades básicas de saúde, unidades de pronto atendimento e hospitais, garantindo que essas estruturas sejam capazes de resistir a eventos climáticos severos.
O ministério também criou um grupo técnico que tem a tarefa de detalhar as diretrizes de resiliência no setor de saúde. Este grupo é formado por especialistas do ministério, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), da Organização Panamericana da Saúde (Opas) e de conselhos de saúde.
Além disso, durante o congresso, foi anunciada a criação da Instância Nacional de Ética em Pesquisa (Inaep). Essa nova estrutura tem como objetivo modernizar a avaliação ética em pesquisas que envolvem seres humanos no país. A expectativa é que a Inaep torne os processos de análise mais ágeis, reduza duplicidades, estabeleça critérios de risco e regule biobancos. Essa mudança visa alinhar o Brasil às melhores práticas internacionais e aumentar sua participação em pesquisas clínicas no cenário global.