O ano de 2026 começa com um foco importante: a saúde mental dos trabalhadores se tornou uma questão fundamental nas empresas. O Janeiro Branco, que teve início em 2014, agora tem uma função ampliada, buscando promover mudanças práticas e mensuráveis dentro das organizações.
Dados recentes do Ministério da Previdência Social mostram que, em 2024, mais de 470 mil trabalhadores se afastaram por problemas relacionados à saúde mental. Apesar de os índices de adoecimento emocional estarem estáveis, a situação é preocupante, pois muitos trabalhadores não expressam seu sofrimento, o que cria um risco invisível para as empresas.
Para lidar com esse cenário, a promoção da segurança psicológica nos ambientes de trabalho deve ser vista como uma estratégia essencial, e não apenas como uma questão humanitária.
As empresas devem priorizar algumas ações:
-
Gestão de Riscos: Implementar a gestão de estressores psicossociais, conforme as diretrizes da norma NR-1, que trata da segurança e saúde no trabalho.
-
Capacitação de Lideranças: Treinar os gestores para que consigam reconhecer sinais de sofrimento entre os empregados e atuem na promoção de ambientes saudáveis.
-
Canais de Escuta Ativa: Criar espaços formais onde os colaboradores possam relatar suas dificuldades sem medo de represálias, assegurando um ambiente seguro.
-
Cultura de Limites: Comunicar a importância do respeito às regras de trabalho e estabelecer que a exaustão não é um indicativo de bom desempenho ou comprometimento.
-
Prevenção do Assédio: Reforçar a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) e outros canais internos quando necessário, para lidar com a questão do assédio.
A mensagem central para 2026 é clara: cuidar da saúde mental é fundamental para o crescimento coletivo. Essa questão deixou de ser um benefício opcional e se tornou um alicerce indispensável para a sustentabilidade das empresas e o real progresso da sociedade.
Cuidar da saúde mental deve ser encarado como um investimento no futuro comum de todos.