09/02/2026
@»Medicina Geriátrica Notícias»Saúde mental no fim de ano: cuidados e expectativas essenciais

Saúde mental no fim de ano: cuidados e expectativas essenciais

Impactos da Temporada de Fim de Ano na Saúde Mental

Para muitas pessoas, o fim de ano é um período que pode trazer aumento de estresse, melancolia e exaustão. Várias razões podem estar por trás desses sentimentos, como a pressão de interagir com familiares, as expectativas para o próximo ano e as preocupações sobre o que está por vir. Além disso, há a frustração por não ter alcançado certos objetivos ao longo do ano.

A psicóloga Giorgia Ocinshi, da Rede de Hospitais São Camilo, aponta que essa deterioração do bem-estar emocional no fim de ano é um fenômeno comum, que ela se refere como “dezembrite”. Não se trata de um diagnóstico formal, mas sim de um conjunto de sentimentos que muitas pessoas enfrentam nessa época.

Estratégias para Cuidar da Saúde Mental

Para cuidar da saúde mental e aliviar esses sentimentos durante o fim de ano, é importante adotar algumas estratégias e estabelecer limites saudáveis. Uma delas é aprender a dizer “não” para convites ou tarefas que possam ser excessivas, priorizando apenas o que realmente importa.

Outro ponto relevante é gerenciar as expectativas. É essencial abandonar a ideia de um fim de ano perfeito e focar em aproveitar cada momento, como ele realmente é. Se você está passando por uma fase de luto ou sentindo saudade, é importante reconhecer e aceitar esses sentimentos como normais, sem se julgar.

Procurar apoio de familiares, amigos e pessoas de confiança é fundamental quando a tristeza ou a sobrecarga emocional surgir. Conversar e compartilhar experiências pode fortalecer as relações e trazer conforto.

Além disso, reservar um tempo para si mesmo, mesmo que apenas 15 minutos por dia, é crucial. Dedicar-se a atividades relaxantes, como ler, ouvir música ou meditar, pode ajudar a aliviar a pressão do dia a dia.

Refletir sobre o que o fim de ano representa para você é também uma prática saudável. Seja passar tempo com entes queridos, fazer trabalho voluntário ou simplesmente descansar, dar prioridade a estas conexões pessoais pode ser mais satisfatório do que seguir as expectativas sociais.

Lidar com Metas Não Cumpridas

A frustração por não ter realizado todas as metas estabelecidas ao longo do ano é um sentimento comum e pode vir acompanhado de culpa e a sensação de fracasso. É importante lembrar que a vida é cheia de imprevistos e nem tudo pode ser controlado.

Giorgia sugere transformar essa frustração em aprendizado. Aceitar o que não foi alcançado e validar o esforço já feito é o primeiro passo. É vital evitar uma mentalidade de “tudo ou nada” e reconhecer que todo progresso é significativo.

Praticar gentileza consigo mesmo é essencial, já que a autocrítica severa pode desestimular a motivação em futuras tentativas. A especialistas destaca a importância de focar no processo e nas lições aprendidas. Pergunte-se: “O que eu aprendi?” Identifique o que atrapalhou seu progresso, como falta de tempo ou clareza, e planeje como será diferente no próximo ano.

Ao se preparar para o novo ano, é recomendado avaliar suas metas e verificar se ainda fazem sentido. Se alguma meta precisar ser ajustada, é necessário se certificar de que ela é realista e bem definida. Uma estratégia eficaz pode ser dividir grandes objetivos em etapas menores e mais gerenciáveis.

Além disso, é importante evitar comparações com a trajetória de outras pessoas. Cada um tem suas próprias condições e histórias, e o que funcionou para outra pessoa pode não ser o mesmo para você. Lembre-se: ter um ritmo diferente não significa estar atrasado, mas sim que a sua jornada está seguindo um caminho próprio.

Conclusão

Aceitar que cada trajetória é única é um passo importante para preservar a saúde mental e fortalecer a autoestima. O fim de ano pode ser um período desafiador, mas com apoio e estratégias adequadas, é possível passar por essa fase com mais tranquilidade e reflexão positiva.

Sobre o autor: suporte

Ver todos os posts →