20/03/2026
@»euvo»Se eu pudesse, tomaria uma atitude decisiva

Se eu pudesse, tomaria uma atitude decisiva

Se Eu Tivesse Pernas, Eu te Chutaria

O filme “Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria”, dirigido e roteirizado por Mary Bronstein, tem uma duração de quase duas horas e se concentra na psicóloga Linda, interpretada por Rose Byrne. A trama acompanha Linda enquanto ela enfrenta diversos problemas em sua vida, como um vazamento estranho em seu apartamento, a falta de opções de estacionamento na escola de sua filha e o tratamento para um transtorno alimentar raro.

Linda se vê em uma situação complicada, já que as pessoas ao seu redor não estão dispostas a ajudá-la. O marido, que é pai da criança, está ausente, trabalhando em um cruzeiro. Seu chefe, interpretado por Conan O’Brien, tenta evitar o envolvimento com ela desde o início da história. Mesmo as novas figuras masculinas na vida de Linda, como um vizinho interpretado por A$AP Rocky, muitas vezes se comportam como se fossem solucionadores de problemas, oferecendo ajuda apenas quando as situações já estão muito difíceis.

Essa dinâmica revela que esses homens se sentem satisfeitos por desempenharem o papel de “heróis”, embora suas ações sejam, muitas vezes, superficiais e motivadas por um interesse pessoal. Linda, por sua vez, acaba se enganando. Diante de tantas dificuldades, qualquer gesto de gentileza faz com que ela sinta que está recebendo um grande apoio.

Mary Bronstein consegue transmitir uma percepção crítica sobre essa situação, explorando as complexidades do ser mãe e as pressões sociais que geram ansiedades profundas. Rose Byrne, conhecida por seus papéis em comédias e dramas, entrega uma atuação impactante. Sua interpretação de Linda mostra um misto de nervosismo e impulsividade, que faz com que sua personagem pareça vulnerável e, por vezes, cômica.

Embora o filme não seja otimista, a maneira crua como retrata a luta interna de Linda oferece um olhar profundo sobre o isolamento e a volatilidade da maternidade. A pressão que ela enfrenta, juntamente com a sensação de desaprovação que recebe dos outros, cria um ciclo vicioso que a empurra para o desespero. Esse ciclo, com seu caráter trágico, se torna um elemento central da narrativa.

“Se Eu Tivesse Pernas” envolve o público na trajetória de Linda até o fim, mostrando que a realidade muitas vezes é difícil e inescapável. O filme provoca reflexões sobre a vida cotidiana das mulheres e sobre o que significa buscar ajuda em um mundo que pode muitas vezes ser indiferente.

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