09/02/2026
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Sesa realiza seminário sobre equidade em saúde para população negra

Seminário Focado na População Negra é Realizado pelo Governo do Ceará

No dia 26 de novembro de 2025, a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) promoveu o Seminário de Atualidades para a População Negra. O evento, realizado em celebração ao Novembro Negro, aconteceu com a participação de profissionais de saúde, gestores, pesquisadores, estudantes e representantes de instituições parceiras. O objetivo principal foi discutir maneiras de melhorar o atendimento e o letramento racial entre os trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS).

A iniciativa foi então organizada pela Secretaria da Atenção Primária e Políticas de Saúde (Seaps), através da Célula de Atenção à Saúde das Comunidades Tradicionais e Populações Específicas (Cepop). O seminário fez parte do Festival Afrocearensidade 2025, um evento que busca combater o racismo e promover a equidade na saúde.

A abertura do encontro contou com a participação de Thais Facó, coordenadora da Atenção Primária da Sesa, e Isabel Valentim, da Célula de Combate e Superação do Racismo da Secretaria da Igualdade Racial (Seir). Durante o seminário, foram realizados momentos de integração e também homenagens a figuras importantes na cultura e história do país. Entre elas, a teóloga e filósofa Maria Lúcia Simão Pereira, que faleceu este ano aos 76 anos.

Os participantes discutiram os obstáculos históricos enfrentados pela população negra no acesso à saúde. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 70% da população do Ceará se identifica como preta ou parda. Isso destaca a necessidade de implementar políticas e práticas que reconheçam as desigualdades e as condições específicas desse grupo.

Thais Facó enfatizou a importância de considerar o recorte racial nas práticas de saúde cotidianas. Ela ressaltou que a população negra enfrenta problemas específicos relacionados à saúde, como hipertensão arterial, anemia falciforme e complicações durante a gestação. Essas condições, juntamente com desigualdades socioeconômicas, criam barreiras significativas no atendimento médico. “Investir em letramento racial e educação permanente é fundamental para transformar essa realidade”, afirmou.

Isabel Valentim, da Seir, complementou essa ideia, destacando a necessidade de uma abordagem integradora que una saúde e igualdade racial. “Discutir as vulnerabilidades que atingem a população negra envolve também a ausência de acesso a políticas de prevenção, educação e direitos, que são essenciais para melhorar a saúde dessa população”, disse.

Valéria Mendonça, representante da Cepop, destacou a importância do seminário no fortalecimento das instituições. “O evento discute temas atuais e relevantes para aprimorar a qualidade do atendimento à população negra. Nosso compromisso é garantir um atendimento acessível, humano e que valorize a equidade”, concluiu.

Este seminário é um passo significativo rumo à construção de um sistema de saúde mais inclusivo e justo para todos os cidadãos, especialmente para aqueles que mais têm enfrentado barreiras no acesso a cuidados de saúde adequados.

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