Neste sábado, dia 3 de janeiro, os amantes da astronomia têm um motivo especial para olhar para o céu: a primeira superlua do ano. Esse fenômeno acontece quando a lua cheia ocorre ao mesmo tempo em que ela está no perigeu, o ponto mais próximo da Terra em sua órbita. Como resultado, a lua aparece maior e mais brilhante do que o habitual.
Mônica Mazzoni, presidente do Clube de Astronomia de Brasília (CAsB), explica que a superlua é consequência da órbita elíptica da lua, que tem um formato oval. Ela destaca que existem momentos em que a lua está mais próxima e outros em que está mais distante da Terra. O oposto da superlua é a microlua, que acontece quando a lua está no apogeu, o ponto mais afastado do nosso planeta.
A lua deve aparecer no horizonte leste, oposto ao pôr do sol, por volta das 19h30. O fenômeno pode ser admirado durante toda a noite, mas a visibilidade pode ser afetada pelas condições climáticas. Atualmente, o céu de Brasília está carregado, o que pode dificultar a observação. Mônica brinca que, diante da chuva que cai em algumas regiões da capital, a visualização da superlua pode ser comprometida, a não ser que o clima melhore mais tarde.
A boa notícia para aqueles que conseguirem um céu limpo é que observar a superlua não requer equipamentos especiais. Por ser um corpo celeste muito brilhante e fácil de localizar, basta encontrar um local com boa visão do horizonte. Não é necessário usar telescópios ou binóculos, apenas olhar para cima.
Para quem não conseguir ver a superlua hoje, há outras oportunidades neste ano. Segundo o calendário astronômico, haverá mais duas superluas em 2026: uma em 25 de novembro e outra em 24 de dezembro, véspera de Natal. Assim, os entusiastas da astronomia ainda terão chances de contemplar esse belo fenômeno natural nos próximos meses.