O Ministério da Saúde anunciou a criação da Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes e Medicina de Alta Precisão, que fará parte do Sistema Único de Saúde (SUS). Esse projeto inclui a construção de 14 Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) automatizadas, a edificação do Instituto Tecnológico de Emergência no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP) e a modernização de oito unidades hospitalares.
A nova rede é parte do programa Agora Tem Especialistas, que visa ampliar o atendimento a pacientes do SUS. As operações estão previstas para começar em 2026. O Instituto Tecnológico, que será o primeiro hospital inteligente do país, deve iniciar suas atividades em 2029.
Para financiar o hospital inteligente, o ministério solicitou R$ 1,7 bilhão ao Banco dos Brics e aguarda a avaliação final dessa instituição para começar as obras. O projeto do hospital incorpora tecnologias avançadas, como inteligência artificial para triagem, telemedicina para facilitar o acesso a médicos especialistas, ambulâncias 5G que monitoram em tempo real sinais vitais, cirurgias robóticas e abordagens de medicina de precisão.
O hospital contará com uma capacidade de 800 leitos, sendo 250 de emergência, 350 de UTI e 200 de enfermaria, além de 25 salas cirúrgicas. A expectativa é que a unidade atenda cerca de 20 mil pacientes por ano. O ministério destacou que a utilização de tecnologias, como inteligência artificial e big data, pode acelerar o tempo de espera por atendimento de emergência em até cinco vezes, tornando diagnósticos e assistência especializada mais rápidos e precisos.
As 14 UTIs inteligentes serão implementadas em hospitais de diversas cidades, incluindo Belém, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Dourados (MS), Fortaleza, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Teresina. As oito unidades hospitalares que passarão por modernização estão localizadas em São Paulo, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. A primeira fase do projeto incluirá o novo hospital da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e quatro hospitais federais, em parceria com a GHC, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).