04/02/2026
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Tecnologia: empresa fecha estúdios e demite mais de 1.000 funcionários

A decisão da Meta de fechar estúdios de realidade virtual e demitir mais de 1.000 funcionários traz uma nova perspectiva para a empresa. Essa mudança impacta especialmente a divisão Reality Labs, que cuida do hardware imersivo e do projeto do metaverso. Com isso, a Meta está reduzindo sua participação em conteúdos próprios de realidade virtual e redirecionando seus investimentos, focando mais em inteligência artificial, em resposta à pressão de investidores que buscam resultados rápidos.

O que levou a Meta a essa decisão?

Essa reestruturação representa um grande impacto na Meta. Um comunicado interno, assinado por Andrew Bosworth, chefe de tecnologia da empresa, revela que esses cortes atingem cerca de 10% da equipe do Reality Labs, que tinha em torno de 15 mil colaboradores. Essa mudança vem em meio a uma busca por eficiência e melhores resultados.

Uma das consequências diretas é o fechamento de estúdios de jogos de realidade virtual que a Meta havia adquirido nos últimos anos. Entre os afetados estão o Armature Studio, Sanzaru Games e Twisted Pixel, todos envolvidos na criação de conteúdos para os headsets Quest. A atuação da Meta, antes mais expandidas, agora procura um caminho mais enxuto.

Quais estúdios de VR foram mantidos e quais foram afetados?

Embora algumas operações tenham sido congeladas, como o estúdio responsável pelo Supernatural VR Fitness, outros cinco estúdios continuaram ativos. Esses estúdios foram selecionados por sua capacidade de gerar engajamento e resultados comerciais.

Aqui está um resumo da situação dos estúdios de VR após a reestruturação:

  • Encerrados ou drasticamente reduzidos: Armature Studio, Sanzaru Games, Twisted Pixel (sem novos projetos grandes no horizonte).
  • Operações congeladas: o estúdio do Supernatural VR Fitness (só mantém suporte à base de usuários, sem novos lançamentos).
  • Estúdios ativos: Beat Games (criadores do Beat Saber), BigBox, Camouflaj, Glassworks e OURO, que continuam focados em títulos que já têm uma base sólida de jogadores.

A Meta está se afastando dos games e da realidade virtual?

Essa mudança levantou algumas dúvidas sobre o futuro da Meta no mundo dos jogos imersivos, mas a empresa garante que os videogames ainda são parte fundamental da experiência com os headsets Quest. A diretora da Oculus Studios, Tamara Sciamanna, informou que o foco agora será em parcerias externas e apoio a desenvolvedores independentes.

Ao priorizar estúdios menores, a Meta pretende aliviar os custos fixos enquanto continua a oferecer conteúdo atraente. Esse movimento é semelhante ao que outras grandes empresas estão fazendo, onde o foco se desloca da criação própria para modelos de negócios que envolvem publicidade e colaboração.

Por que a Meta está investindo mais em IA em vez de VR?

Outra parte importante da estratégia da Meta é mudar a ênfase de uma realidade virtual pura para dispositivos que incorporam inteligência artificial. Nos planos, a empresa quer intensificar o uso de IA em produtos como os óculos inteligentes Ray-Ban Meta, que são vistos como uma porta de entrada para experiências mais leves de computação.

Isso significa que a Meta vai alocar menos recursos em hardware destinado apenas ao metaverso e mais em dispositivos que podem ser usados no dia a dia. Especialistas em tecnologia apontam que a competição atual entre as grandes empresas está em desenvolver IA generativa integrada a dispositivos físicos, o que explica a mudança de foco até 2026.

O que isso significa para o futuro do metaverso da Meta?

Com a alteração na direção do Reality Labs, o conceito de metaverso que a empresa vem promovendo desde 2021 está passando por uma revisão. O investimento em mundos virtuais próprios deve diminuir, enquanto a ênfase agora está nas tecnologias imersivas e em IA que podem ser integradas em diferentes dispositivos.

Para quem acompanha a evolução dessa área, as decisões da Meta podem influenciar outros desenvolvedores de realidade virtual e aumentada, afetando estúdios independentes e fabricantes de hardware. O futuro será moldado por como o público reage a essas mudanças, a evolução da inteligência artificial e a necessidade de trazer resultados financeiros que atendam às expectativas dos investidores.

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