O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) está ampliando sua atuação na saúde pública com um foco na Saúde Única, que integra a saúde humana, animal e ambiental. O instituto investiu em sua infraestrutura e iniciou novos projetos e parcerias para garantir que o país se torne autossuficiente na produção de vacinas e insumos veterinários.
Em 2025, o Tecpar fez importantes avanços, especialmente na produção de vacinas para o Sistema Único de Saúde (SUS). Eduardo Marafon, diretor-presidente do Tecpar, destacou que o ano trouxe desafios, mas também uma oportunidade de se firmar como um dos principais fornecedores de vacinas, colocando o Paraná em evidência a nível nacional. O apoio financeiro do Governo do Paraná foi fundamental para esses avanços em inovação e desenvolvimento.
O Tecpar está se preparando para fornecer vacinas contra varicela e raiva humana em todo o país a partir de 2025, após ser escolhido pelo Ministério da Saúde para integrar o Programa de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP). Essa iniciativa envolve colaboração com as farmacêuticas Sinovac e Eurofarma. A ideia é transferir tecnologias de laboratórios privados para o Tecpar, para que a produção dessas vacinas possa ser nacionalizada.
Carolina Perottoni, gerente do Centro de Transferência de Tecnologia do Tecpar, afirmou que a capacidade técnica e a experiência do instituto, aliadas a parcerias estratégicas, foram determinantes para a seleção dos projetos. Já em novembro, houve o início das reuniões com a Sinovac para detalhar o cronograma de produção, com o objetivo de avançar no registro das vacinas em 2026.
O Tecpar é também o único laboratório público no país que fornece vacinas antirrábicas para cães e gatos ao Ministério da Saúde. Em 2025, foram entregues 28 milhões de doses, em parceria com a empresa argentina Biogenesis Bagó, garantindo a continuidade das campanhas de imunização.
Outra grande novidade é a construção do Centro de Pesquisa e Produção de Insumos para Diagnósticos Veterinários (CIV), que está em fase final de execução em Curitiba. A obra, com 60% de conclusão, deve ser finalizada no primeiro semestre de 2026 e atenderá a demanda por insumos para diagnosticar doenças como brucelose e tuberculose bovina. O investimento total é de R$ 71,5 milhões, com capacidade para produzir até 40 milhões de doses por ano.
Giselle Almeida Nocera Espírito Santo, gerente do CIV, considera que a nova estrutura trará melhorias significativas na qualidade dos diagnósticos, beneficiando tanto a saúde animal quanto a produção agropecuária. Além disso, está em tramitação um projeto para criar um banco nacional de antígenos e vacinas contra a febre aftosa, o que permitirá uma resposta rápida em caso de surtos da doença.
Em Maringá, a construção do Parque Tecnológico Industrial da Saúde também avança rapidamente. Com 50% da infraestrutura concluída, o novo câmpus, que conta com um investimento de R$ 24 milhões do Governo do Estado, visa fortalecer a capacidade do Tecpar na produção de insumos estratégicos de saúde.
O Tecpar encerra 2025 com perspectivas otimistas para o fortalecimento da saúde pública e veterinária no país, consolidando sua importância no cenário nacional.